Avançar para o conteúdo principal

Avião supersónico de passageiros regressa com o herdeiro do Concorde



Desde que o Concorde fez o seu último voo que transportar passageiros a velocidade bem acima dos 1000 km/h voltou a ser um sonho. O avião viu a sua carreira prejudicada pelo rebentamento supersónico que destruía vidros a dezenas de quilómetros de distância, e isso impedia-o de voar sobre zonas urbanas. Mas agora a Lockheed Martin afirma ter resolvido esse problema, e já tem planos concretos para lançar o seu primeiro avião supersónico de passageiros.

A empresa americana de aviação apresentou o conceito para o seu Quiet Supersonic Technology Airlines, ou QTSA, um jato biomotor, capaz de transportar 40 passageiros a uma velocidade de Mach 1.8 (2200 km/h). Embora ainda não tenha data prevista de lançamento, o QTSA não deverá demorar muitos anos a tornar-se realidade, pois a Lockheed Martin está a basear-se muito no conceito do X-59, que terá um protótipo pronto em 2021. Desenvolvido em conjunto com a NASA, o X-59 QueSST não cria o rebentamento sónico habitual, graças ao posicionamento da admissão dos motores e ao desenho da estrutura. Estima-se que o barulho a velocidade supersónica vai ficar mais próximo da porta de um carro a bater do que de uma explosão.

Com uma cabine mais estreita que o habitual, o QTSA não vai ter espaço para muitos lugares. A Lockheed escolheu 40 lugares em fila indiana, localizados junto à janela, com espaço para uma coxia, mas não para outro banco ao lado. Quando chegar ao mercado, e dada a velocidade e alcance potenciais do avião supersónico, deverá ser usado por companhias aéreas como transporte de luxo, para aqueles que têm os meios para fazer uma viagem mais personalizada e confortável, sem a azáfama habitual dos voos comerciais.

https://www.motor24.pt/motores/barcos-avioes/aviao-supersonico-de-passageiros-regressa-com-o-herdeiro-do-concorde/

Comentários

Notícias mais vistas:

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Defender a escola pública

 1. Escrevo sobre o conflito que envolve os professores preocupada, em primeiro lugar, com o efeito que este está a ter na degradação da escola pública, na imagem e na confiança dos pais no sistema educativo, nos danos que estão a ser causados a milhares de alunos cujas famílias não têm condições para lhes proporcionar explicações ou frequência de colégios privados. Parece-me importante que, nas negociações entre Governo e sindicatos, esta dimensão do problema seja equacionada. Escrevo, em segundo lugar, porque espero poder dar um contributo para a compreensão e boa resolução do conflito, apesar de todo o ruído e falta de capacidade para ouvir. 2. Nos anos pré-pandemia, eram muitos os sinais das dificuldades das escolas em prestar um serviço de qualidade. A existência de milhares de alunos sem professor, em várias disciplinas e em vários pontos do país, gerou um clamor sobre a falta de docentes e a fraca atratividade da carreira. Porém, o problema da falta de professores nas escola...