Avançar para o conteúdo principal

Estudante foi condenada a 3 anos de prisão por acusar juízes de corrupção

Maria de Lurdes Rodrigues foi condenada a prisão efectiva por acusar juízes de corrupção.

O Supremo Tribunal de Justiça rejeitou o pedido de habeas corpus de Maria de Lurdes Rodrigues, a investigadora que está a cumprir pena de prisão por crimes de difamação e injúria contra magistrados.

Quatro deputados da Assembleia Legislativa da Madeira endereçaram ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) um pedido de libertação de Maria de Lurdes Lopes Rodrigues, que está a cumprir uma pena de três anos de prisão no Estabelecimento Prisional de Tires.

Mas o STJ indeferiu o pedido, considerando que “não se verifica a ilegalidade da prisão”, conforme cita o jornal Público.

O diário teve acesso à decisão do STJ, que data de 15 de Fevereiro passado, e que refere que os magistrados consideram que é “infundada” a solicitação de habeas corpus requerida pelos deputados da Madeira.

A deputada Raquel Coelho, que representa o Partido Trabalhista Português (PTP) no Parlamento madeirense e uma das subscritoras do pedido enviado ao STJ, refere ao Público que a prisão de Maria de Lurdes Rodrigues “viola a Constituição”.

Em Outubro passado, o deputado José Manuel Coelho, também do PTP, defendeu a investigadora empunhando um megafone, em pleno Parlamento da Madeira, o que levou à interrupção dos trabalhos.

Maria de Lurdes Rodrigues foi detida em Setembro de 2016, mas o processo remonta há mais de 20 anos, depois de ter sido preterida no processo de atribuição de uma bolsa de estudos.

Na altura, desafiou o então ministro da Cultura, Manuel Maria Carrilho, e fez declarações contra os magistrados que pegaram no seu caso, nos tribunais, insinuando práticas de corrupção.

Acabou por ser condenada a pena de prisão, sendo uma das poucas pessoas que está atrás das grades, em Portugal, por crimes de difamação e injúrias.

http://zap.aeiou.pt/supremo-rejeita-libertacao-da-investigadora-maria-lurdes-rodrigues-150149

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Burnham defende junto a Trump "acesso total" de Kyiv ao Starlink

 O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, defendeu junto do Presidente norte-americano, Donald Trump, a importância de a Ucrânia ter acesso total à rede de satélites Starlink, segundo Downing Street. O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, defendeu hoje junto do Presidente norte-americano, Donald Trump, a importância de a Ucrânia ter acesso total" à rede de satélites Starlink, segundo Downing Street. O líder britânico destacou que este sistema, cuja versão militar é conhecida por Starshield, é essencial para que os ucranianos "possam continuar a defender-se contra a invasão em grande escala conduzida pela Rússia". Andy Burnham "elogiou a iniciativa do Presidente Trump de levar (o Presidente russo Vladimir) Putin à mesa das negociações", detalhou a assessoria do chefe do Governo britânico. "Os líderes concordaram em trabalhar em conjunto, ao lado dos parceiros internacionais, para pôr fim a este derramamento de sangue", acrescentou. Kiev relat...

Diretor-executivo da Citadel considera “quase certo” que existe uma bolha de IA

 O empresário que gere a Citadel, uma empresa de serviços financeiros, considera que as empresas estão a pagar por modelos de Inteligência Artificial (IA) sem conseguirem retirar deles, consistentemente, valor suficiente, numa altura em que as empresas que os desenvolvem planeiam gastar ainda mais em chips, centros de dados e novos sistemas. Durante a conferência Future of Global Markets, em Nova Iorque, Ken Griffin afirmou que os investidores estão “quase certamente” perante uma bolha de IA. Citada pela Bloomberg, a declaração surge num momento em que os investidores se mostram mais ansiosos com o intervalo entre o pagamento da infraestrutura de IA e o retorno resultante, receando que os lucros e os ganhos de produtividade cheguem mais devagar do que o esperado. Um retorno ainda desigual Na perspetiva de Ken Griffin, a capacidade das empresas norte-americanas de extrair valor dos modelos de IA tem sido muito desigual. Segundo o empresário, isso indica que muitas ainda estão a perc...