Avançar para o conteúdo principal

Serviços secretos franceses suspeitam que Rússia quer ajudar a eleger Le Pen

Segundo os meios de comunicação franceses, os serviços secretos do país acreditam que a Rússia queira interferir nas eleições presidenciais de modo a assegurar a eleição da candidata da Frente Nacional, Marine Le Pen.

A informação foi divulgada esta quarta-feira pelo jornal “Le Canard Enchaîné“, que refere que a Rússia tenciona apoiar Le Pen através das redes sociais, recorrendo a robôs informáticos.

Os chamados “bots” terão o objetivo de publicar milhares de mensagens positivas sobre a candidata da extrema-direita e revelar dados confidenciais sobre os seus adversários.

“O nível de alerta é tão elevado que está programada uma reunião do Conselho de Defesa sobre o tema”, destaca o jornal.

Segundo revelou o Buzzfeed, Le Pen conta com o apoio de um “exército de trolls” que vem com artilharia pesada: milhares de perfis falsos, notícias fraudulentas e disponibilidade para todo o tipo de campanha negra.

Este grupo ambiciona vencer as presidenciais francesas deste ano com uma estratégia semelhante à que elegeu o multimilionário Donald Trump nos EUA, de tal modo que o Twitter já começa a ser invadido com hashtags contra François Fillon, o conservador que é o principal oponente de Marine Le Pen.

Mas Fillon não é o único candidato prejudicado. Têm circulado vários rumores alimentados pela imprensa russa, que indicam que o candidato independente Emmanuel Macron terá um caso extraconjugal com o presidente da Radio France, Mathieu Gallet.

Até há pouco favorito nas sondagens, Fillon surge agora como terceiro num inquérito sobre as intenções de voto para as eleições de abril, com 20%, atrás de Macron (23%) e Le Pen (25%).

http://zap.aeiou.pt/servicos-secretos-franceses-suspeitam-russia-quer-ajudar-eleger-le-pen-148518

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Quimioterapia com "efeitos secundários mínimos". A descoberta na luta contra o cancro que tem a mão de duas portuguesas

 Diana Fernandes e Fernanda Andrade integram a equipa de investigadores que desenvolveu um hidrogel injetável que pode estar perto de revolucionar a quimioterapia como hoje a conhecemos. Quiseram "humanizar" o tratamento e tornar "mínimos" os seus efeitos secundários. Os tumores sólidos são os alvos do tratamento, como cancro do ovário, cérebro, mama ou pâncreas É macio, injetável, biodegradável e feito com compostos naturais. São as principais características do novo hidrogel desenvolvido por investigadores do Instituto de Investigação Vall d’Hebron (VHIR) que pode simbolizar um verdadeiro ponto de viragem na luta contra o cancro. Composta por celulose e quisotano, esta formulação local funciona como um “sistema de depósito” que vai libertando o fármaco da quimioterapia “pouco a pouco, durante um longo período de tempo”, com precisão junto da zona do tumor. É o que explica à CNN Portugal a principal investigadora do projeto, Diana Fernandes, 39 anos, doutorada em T...

CRA: a lei europeia de cibersegurança que vai afetar milhares de produtos

 A União Europeia está a mudar a forma como a cibersegurança é encarada. Com o Cyber Resilience Act (CRA), a segurança deixa de ser apenas uma preocupação das organizações e passa também a ser uma obrigação diretamente associada aos produtos digitais colocados no mercado europeu. Cyber Resilience Act (CRA): a lei europeia de cibersegurança que vai afetar milhares de produtos A nova legislação estabelece requisitos obrigatórios de cibersegurança para produtos com elementos digitais, abrangendo desde software e sistemas operativos a dispositivos IoT, equipamentos conectados e determinados componentes de infraestrutura. O objetivo é simples: os produtos digitais devem ser concebidos, desenvolvidos e mantidos tendo a segurança em conta desde o início e durante todo o seu ciclo de vida. O que é o Cyber Resilience Act? O CRA é uma regulamentação europeia que estabelece requisitos de cibersegurança para produtos com elementos digitais comercializados na União Europeia. A grande mudança es...