Avançar para o conteúdo principal

Dívida Pública aumenta 50% em 4 anos

Dívida pública atinge 203,4 mil milhões, Gaspar desvaloriza

Só desde 2008 a dívida pública cresceu 50,8 pontos percentuais do PIB, metade da riqueza produzida pelo país em apenas 4 anos.

A dívida pública portuguesa atingiu os 203,4 mil milhões de euros no final de 2012.

Segundo o Boletim Estatístico do Banco de Portugal divulgado esta quinta-feira, a dívida corresponde a 122,5% do Produto Interno Bruto (PIB) na ótica de Maastricht, um valor que é superior ao esperado pelo Governo para o final do ano passado e superior à estimativa para o final de 2013 (122,2% do PIB).

Vítor Gaspar argumenta que «o que está fundamentalmente em causa é a evolução da dívida pública bruta que foi compensada pela acumulação na esfera do Estado de outros ativos que em termos líquidos compensam essa evolução», disse o governante aos jornalistas à margem da cerimónia de formalização do acordo para a venda da ANA.

«Em termos daquilo que interessa, que é a sustentabilidade das finanças públicas, esse desenvolvimento não é propriamente significativo».

O ministro desvalorizou, assim, os novos dados do Banco de Portugal, que mostram, em pormenor, que as administrações públicas fecharam o ano com uma dívida de 203.401 milhões de euros, mais 18.702 milhões de euros que no final de 2011, altura em que a dívida pública atingiu os 119,7% do PIB.

Estes valores superam as últimas previsões do Governo e da troika para o final deste ano e mesmo do próximo, já que a estimativa apontava para um rácio face ao PIB de 120% no final de 2012 e de 122,2% do PIB no final deste ano. As metas para efeito de programa são ainda alvo de alguns ajustamentos.

Só desde 2008 a dívida pública cresceu 50,8 pontos percentuais do PIB, metade da riqueza produzida pelo país em apenas 4 anos, nota a Lusa.

O Banco Central Europeu tinha, no final de 2012, 22,8 mil milhões de euros da dívida pública nacional nas mãos.

Em: http://www.tvi24.iol.pt/economia---economia/divida-divida-publica-gaspar-banco-de-portugal-pib-ultimas-noticias/1422339-6377.html

Comentários

Notícias mais vistas:

Ucrânia acusa Hungria de fazer sete funcionários de banco ucraniano reféns em Budapeste

 Kiev acusa as autoridades húngaras de terem raptado sete funcionários do Oschadbank da Ucrânia, e terem apreendido uma grande quantidade de dinheiro e ouro. Uma nova escalada numa amarga disputa diplomática entre Orbán e Zelenskyy. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia acusou na quinta-feira a Hungria de fazer sete funcionários de um banco ucraniano reféns em Budapeste, num momento de elevada tensão entre os dois países. "Em Budapeste, as autoridades húngaras fizeram sete cidadãos ucranianos reféns. Os motivos permanecem desconhecidos, assim como o seu estado de saúde atual", escreveu Andriy Sybiga. Segundo o chefe da diplomacia ucraniana, os detidos são "funcionários do banco estatal Oschadbank que operavam dois veículos do banco em trânsito entre a Áustria e a Ucrânia, transportando dinheiro". "Trata-se de terrorismo e de extorsão patrocinada pelo Estado" perpetrada pela Hungria, denunciou o ministro, afirmando já ter enviado uma nota oficial ...

Office  EU é a alternativa europeia às suítes de produtividade norte‑americanas

 Plataforma europeia Office EU reúne e‑mail, documentos, calendário e videoconferência sob o RGPD, oferecendo uma alternativa às soluções dos EUA. Uma plataforma digital europeia está a posicionar-se como alternativa às grandes suítes de produtividade controladas por empresas norte-americanas. Chama-se Office  EU e reúne num só espaço todas as ferramentas básicas de escritório – desde edição de texto e folhas de cálculo até correio eletrónico, armazenamento de ficheiros e videoconferência. A sua principal diferença? É integralmente europeia, tanto na propriedade como na infraestrutura técnica, e cumpre as regras de proteção de dados da União Europeia. O OfficeEU visa oferecer a empresas, organizações e cidadãos uma solução de trabalho em nuvem sem recurso a servidores ou legislação de fora da Europa. O utilizador pode criar e partilhar documentos, gerir agendas e realizar chamadas de vídeo num ambiente regulado pelo RGPD, mantendo o controlo sobre os próprios dados. Entre as aplica...

Wall Street começa a chamar a atenção para os "ecos" da pior crise do século

  Para alguns investidores proeminentes, os paralelos com a crise dos subprimes parecem óbvios. Mas não há um consenso claro em Wall Street Nova Iorque -  Durante meses, investidores e analistas têm acompanhado de perto o obscuro setor financeiro conhecido como crédito privado, onde os sinais de alerta têm alimentado receios de uma repetição da crise financeira de 2008. Ainda não é claro se estes alertas representam apenas alguns erros isolados ou uma fragilidade sistémica mais grave no setor de 1,8 mil milhões de dólares. Mas, se esta última hipótese for sequer remotamente possível, vale a pena perceber o que raio se está a passar. Uma breve introdução ao "crédito privado" De uma forma muito simples, o termo refere-se aos investidores que emprestam dinheiro diretamente a empresas privadas, sem passar pelos bancos. Os mutuários — geralmente pequenas empresas que os bancos considerariam demasiado arriscadas ou complexas para um empréstimo tradicional — pagam uma taxa de juro m...