Avançar para o conteúdo principal

Execução orçamental é trunfo de Gaspar para renegociação da dívida

O Governo português espera conseguir melhores condições para a ajuda externa

O Governo vai tentar aproveitar a deixa de Jean-Claude Juncker, que afirmou que os países cumpridores devem sair beneficiados, para pedir ao Eurogrupo novas condições para a ajuda externa.

Segundo o Diário Económico avança hoje, na manga, Gaspar leva a Execução Orçamental de dezembro, que foi "boa surpresa" e mostra que o défice terá ficado próximo dos 5% exigidos pelos parceiros internacionais.

O ideal seria conseguir mais tempo para pagar os juros e obter uma revisão das comissões. As comissões podem garantir uma redução de 20 milhões de euros, o que ainda é pouco para o Governo de Passos Coelho.

No final do ano passado, o primeiro-ministro chegou a afirmar que o alongamento das maturidades e diferimentos do pagamento dos juros "têm mais importância". Isto acontece "porque nos interessa que no nosso regresso ao mercado não tenhamos um volume de dívida para diferenciar".

O alívio nas condições, por parte do Eurogrupo, é a ajuda que o Governo pretende obter para facilitar a entrada nos mercados. Na semana passada, o primeiro-ministro lembrava que o programa está cada vez mais perto do fim e que é necessário garantir que Portugal poderá contar com a ajuda internacional para este período 'pós-troika'.

Como os juros no mercado secundário já estão abaixo da linha que forçou Portugal a pedir ajuda externa, esta ajuda não deverá causar desconfiança internacional, e vem reforçar a intenção de voltar rapidamente a negociar dívida de mais longo prazo.

O IGCP esteve na semana passada num roadshow em Nova Iorque, e o Governo já publicou em Diário da República uma regra que permite que a agência vá aos mercados a qualquer momento.


Em: http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO093605.html

Comentários

Notícias mais vistas:

ASAE e ENSE fiscalizam 70 postos de combustível e aplicam contraordenações a 17

A ASAE e a ENSE realizaram fiscalizações a 70 postos de combustível tendo aplicado 17 contraordenações por ausência de inspeções periódicas quinquenais obrigatórias, práticas comerciais desleais e irregularidades relacionadas com exatidão nas medições de combustível. A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), através das suas Unidades Regionais, e a Entidade Nacional para o Setor Energético, E.P.E., (ENSE), através da sua Unidade de Controlo e Prevenção, desenvolveram nos últimos dias, a nível nacional, várias operações de fiscalização e de prevenção criminal dirigidas a postos de abastecimento de combustível, na sequência do recente aumento dos preços praticados no mercado nacional. A operação decorreu nos concelhos de Lisboa, Setúbal, Leiria, Coimbra, Viseu, Castro d´Aire, Barcelos, Braga, Vila Nova de Gaia, Porto, Vila Real e Faro. Da operação resultou a fiscalização de 70 operadores económicos, tendo sido instaurados 17 processos de contraordenação, entre as principais...

Bruxelas considera que é possível acabar com mudança da hora e vai apresentar estudo

 A Comissão Europeia considera que alcançar um consenso para acabar com a mudança da hora "ainda é possível" e vai apresentar um estudo nesse sentido este ano, com os Estados-membros a manifestarem-se disponíveis para analisá-lo assim que for entregue. Na madrugada do dia 29 deste mês, a hora volta a mudar em toda a União Europeia (UE), para dar início ao horário de verão, o que acontece atualmente devido a uma diretiva europeia que prevê que, todos os anos, os relógios sejam, respetivamente, adiantados e atrasados uma hora no último domingo de março e no último domingo de outubro. Em setembro de 2018, a Comissão Europeia propôs o fim do acerto sazonal, mas o processo tem estado bloqueado desde então, por falta de acordo entre os Estados-membros sobre a matéria. Numa resposta por escrito à agência Lusa, a porta-voz da Comissão Europeia Anna-Kaisa Itkonnen referiu que o executivo decidiu propor o fim da mudança horária em 2018 após ter recebido "pedidos de cidadãos e dos ...

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...