Avançar para o conteúdo principal

Novo carro elétrico da Volkswagen vai ser construído em Portugal


Volkswagen ID Every1


 O Chefe da Volkswagen confirmou hoje em Berlim, na Alemanha, que o ID. EVERY1 será construido na fábrica de Palmela.


O Volkswagen ID. EVERY1, o carro elétrico de entrada de gama que tem como preço alvo 20.000€, será construído na Autoeuropa, a fábrica da marca em Palmela, avançou hoje a agência Reuters. De acordo com a mesma fonte, a sua comercialização está marcada para 2027.


O design do ID. EVERY1 une estética e praticidade, sendo inspirado no up!, modelo que esteve em produção até 2023, trazendo consigo elementos da nova linguagem visual da Volkswagen. Andreas Mindt, Diretor de Design da marca, caracteriza-o como um veículo que harmoniza funcionalidade e acessibilidade, destacando-se com características como os faróis dianteiros de estilo único e uma traseira com um visual próprio.


A plataforma técnica do ID. EVERY1 segue a mesma linha dos outros modelos da Electric Urban Car Family, como o ID. 2all e o ID. GTI Concept. Equipado com tração elétrica na frente e um motor de 70 kW (95 cv), o modelo alcança uma velocidade máxima de 130 km/h e tem uma autonomia mínima de 250 quilómetros. Com dimensões compactas (3.880 mm de comprimento), ocupa um lugar entre o antigo up! e o Polo, oferecendo espaço para quatro pessoas e um compartimento de bagagem de 305 litros.


Adicionalmente, o ID. EVERY1 será o primeiro veículo do Grupo a contar com uma nova arquitetura de software, permitindo atualizações constantes e personalizações ao longo da sua vida útil.


A produção deste modelo, que agora sabemos que será em Portugal, faz parte de uma estratégia mais abrangente, que está em conformidade com o acordo “Future Volkswagen“, assinado em dezembro de 2024. Este plano define objetivos para garantir estabilidade económica, preservação de postos de trabalho e liderança em mobilidade sustentável. O plano será implementado em três fases: reforçar a competitividade e expandir a oferta de modelos (Advance), lançar nove novos modelos até 2027, incluindo o ID. 2all e o ID. EVERY1 (Attack), e consolidar a Volkswagen como líder tecnológica no mercado de veículos de grande volume até 2030 (Achieve).


Novo carro elétrico da Volkswagen vai ser construído em Portugal


Comentários

Notícias mais vistas:

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Defender a escola pública

 1. Escrevo sobre o conflito que envolve os professores preocupada, em primeiro lugar, com o efeito que este está a ter na degradação da escola pública, na imagem e na confiança dos pais no sistema educativo, nos danos que estão a ser causados a milhares de alunos cujas famílias não têm condições para lhes proporcionar explicações ou frequência de colégios privados. Parece-me importante que, nas negociações entre Governo e sindicatos, esta dimensão do problema seja equacionada. Escrevo, em segundo lugar, porque espero poder dar um contributo para a compreensão e boa resolução do conflito, apesar de todo o ruído e falta de capacidade para ouvir. 2. Nos anos pré-pandemia, eram muitos os sinais das dificuldades das escolas em prestar um serviço de qualidade. A existência de milhares de alunos sem professor, em várias disciplinas e em vários pontos do país, gerou um clamor sobre a falta de docentes e a fraca atratividade da carreira. Porém, o problema da falta de professores nas escola...