Avançar para o conteúdo principal

Os cientistas já sabem quando é que a Europa ficará submersa

Segundo a opinião de uma equipa de especialistas do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia, cinco milhões de europeus irão provavelmente perder as suas casas devido a inundações até ao fim do século.

De acordo com cientistas do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia, o aquecimento global irá elevar o nível dos mares, incluindo o dos mares Báltico e do Norte, para um nível crítico, o que levará uma parte da costa europeia a ficar submersa. Com o actual ritmo do aquecimento global, as inundações poderão ocorrer todos os anos.

De acordo com estes especialistas, 5 milhões de europeus poderão vir a perder as suas casas devido à subida do nível do mar e a inundações até ao fim deste século.

Segundo um relatório da associação oceanográfica e atmosférica norte-americana NOAA, que estudou vários cenários de evolução do clima até ao fim do século, no melhor dos cenários haverá um aumento do nível do mar de cerca de 30cm nas costas dos Estados Unidos.

“Isso é o suficiente para obrigar à deslocação de 6 milhões de americanos em toda a costa dos EUA, excepto no Alasca”, diz o climatologista William Sweet, citado pela RT.

Segundo o chefe do Departamento de Meteorologia e Climatologia da Universidade Estatal de Moscovo, Aleksandr Kislov, a maioria dos países europeus não está preparada, do ponto de vista técnico, para as mudanças climáticas, e deveriam começar a preparar-se já hoje para esse tipo de cataclismos.

Kislov realça que só a Holanda é capaz de garantir o nível de segurança necessário, porque nas últimas décadas o governo do país construiu um sistema de diques único no Mundo, que permitiu aos holandeses não apenas conter os avanços do oceano mas “roubar terra ao mar” e aumentar o seu território.

Um sistema semelhante foi instalado na cidade russa de São Petersburgo, região da costa russa que está também preparada para a eventualidade de uma inundação em larga escala.

Na última década, a Europa enfrentou uma série de grandes inundações. Uma delas, a mais perigosa, aconteceu em 2013, ano em que países como a Letónia, a Macedónia e a República Checa foram parcialmente inundados. A Noruega e a Alemanha sofreram também inundações significativas, com avultadas perdas materiais e até humanas.

Em 2016, o nível da água aumentou significativamente nos rios Sena, Danúbio, Reno e Neckar, provocando inundações ao longo das suas margens. Em Paris e arredores foi declarado o nível de alerta laranja e nas regiões do norte da França vários milhares de pessoas foram evacuados.

Ao que tudo indica, uma parte dos europeus, no fim do século, terá sido obrigado a trocar o carro por um barco. Algo trivial, dirão os venezianos.

https://zap.aeiou.pt/os-cientistas-ja-sabem-europa-ficara-submersa-154335

Comentários

Notícias mais vistas:

Startup francesa cria drone cargueiro de baixo consumo com tecnologia de asa pneumática

Foto: Celeste Ecoflyers  Uma startup francesa chamada Celeste Ecoflyers está desenvolvendo um drone cargueiro de asa pneumática voltado para missões logísticas de longa duração e baixo consumo energético. Batizada de dAS10, a aeronave concluiu recentemente testes de ativação de aviônicos e taxiamento no aeroporto de Le Havre, na França, avançando para a próxima etapa de desenvolvimento. O diferencial do projeto está na estrutura das asas: em vez de utilizar componentes rígidos tradicionais, o drone emprega uma espécie de envelope têxtil pressurizado. Segundo a empresa, essa mudança reduz significativamente o peso da aeronave, permitindo maior eficiência energética e aumentando a autonomia de voo. “Celeste não é um dirigível, é uma aeronave de asa fixa. O elevador é aerodinâmico, não flutuante. O que é pneumático é a própria estrutura da asa: um envelope têxtil pressurizado substituindo a pele rígida e os spars, que é o que torna a fuselagem implantável, reparável em campo e lhe dá ...

O que aconteceu à petição para proibir a condução aos 75 anos? Vai avançar?

 Há uns meses, a ideia de proibir toda a gente de conduzir a partir dos 75 anos incendiou as redes sociais. Era discutida ao café, partilhada no Facebook, defendida com paixão e atacada com a mesma força. Passado este tempo, vale a pena fazer a pergunta honesta: em que é que isto ficou? E será que os números que sustentavam a ideia se aguentam de pé? Vai-se mesmo proibir a condução aos 75 anos? Proibir a condução aos 75 anos: o que era isto de facto? Convém esclarecer uma coisa que se perdeu no meio do barulho: isto nunca foi uma proposta do Governo nem um projeto de lei. Foi uma petição pública, lançada a 1 de abril de 2026, dirigida à Assembleia da República. Pedia três coisas: a proibição total da condução a partir dos 75 anos, o fim automático da validade da carta nessa idade e a criação de alternativas de transporte para os idosos afetados. Uma petição não muda a lei sozinha. Para os peticionários serem ouvidos em comissão são precisas mil assinaturas. Para o tema se debater n...

Secretas dos EUA confirmam: Irão passou a ter acesso a "uma arma mais poderosa do que qualquer bomba nuclear"

  O Estreito de Ormuz foi fechado nos primeiros dias da guerra e não reabriu entretanto, sufocando todo o mundo com as consequências económicas As agências de informação dos EUA avaliaram recentemente que o Irão pode efetivamente bloquear o acesso ao Estreito de Ormuz a qualquer momento, o que significa que o regime do país adquiriu uma nova e poderosa capacidade de prejudicar a economia global como resultado da guerra, de acordo com três fontes familiarizadas com as conclusões. Independentemente do acordo preliminar que deverá ser formalmente assinado esta sexta-feira para abrir a importante via navegável como prelúdio para as negociações nucleares, o Irão provou que pode bloquear o acesso ao estreito durante o atual conflito, e as avaliações dos serviços de informação dos EUA sugerem que isso pode voltar a acontecer. "Entregamos agora ao Irão o controlo de facto sobre o estreito - uma arma mais poderosa do que qualquer bomba nuclear", disse uma das fontes familiarizadas com...