Avançar para o conteúdo principal

Empresa quer "pessoas bem-humoradas" e por isso dispensa portuguesas

Anúncios foram publicados num site de empregos. Comissão para a Igualdade no Trabalho vai informar a empresa que lei obriga a igualdade de oportunidades

Uma empresa com sede em Cascais está a contratar pessoas e nos anúncios publicados pedia: "Procuramos pessoas descontraídas e bem-humoradas. A preferência é por brasileiras ou por nacionalidades igualmente alegres, dispensamos portuguesas". Segundo o jornal Público, a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) vai enviar "um ofício à entidade anunciante a informar sobre a legislação aplicável" quanto à igualdade de oportunidades.

Os anúncios serviam para pedir uma jornalista, uma redatora, uma modelo, uma especialista em moda, uma apresentadora, uma youtuber e uma humorista, para uma empresa "voltada para [a] área de saúde, com enfoque na ISG (interrupção segura da gestação", segundo o jornal diário.

O titular da empresa justificou os anúncios com o facto de pretender criar um canal destinado ao público feminino, por isso, procura mulheres e que sejam bem-dispostas. Neste conceito não cabem as portugueses, já que nas suas palavras, citadas pelo Público, as portuguesas "em geral são pessoas depressivas, infelizes com a vida".

O Código do Trabalho é claro e determina igualdade de oportunidades e de tratamento no que se refere ao acesso ao emprego.

http://www.dn.pt/sociedade/interior/empresa-quer-pessoas-bem-humoradas-e-por-isso-dispensa-portuguesas-7207795.html

Comentários

Notícias mais vistas:

Diarreia legislativa

© DR  As mais de 150 alterações ao Código do Trabalho, no âmbito da Agenda para o Trabalho Digno, foram aprovadas esta sexta-feira pelo Parlamento, em votação final. O texto global apenas contou com os votos favoráveis da maioria absoluta socialista. PCP, BE e IL votaram contra, PSD, Chega, Livre e PAN abstiveram-se. Esta diarréia legislativa não só "passaram ao lado da concertação Social", como também "terão um profundo impacto negativo na competitividade das empresas nacionais, caso venham a ser implementadas Patrões vão falar com Marcelo para travar Agenda para o Trabalho Digno (dinheirovivo.pt)

Edmundo González deve assumir presidência "de imediato", diz Nóbel da Paz, María Corina

© Ole Berg-Rusten / NTB / AFP via Getty Images  A líder da oposição na Venezuela e Prémio Nobel da Paz, María Corina Machado, defendeu hoje que o antigo candidato opositor Edmundo González Urrutia deverá "assumir de imediato" o mandato presidencial, após os Estados Unidos terem capturado o líder venezuelano, Nicolás Maduro. "Esta é a hora dos cidadãos. Os que arriscaram tudo pela democracia no 28 de julho [de 2024]. Os que elegemos Edmundo González Urrutia como legítimo Presidente da Venezuela, que deve assumir de imediato o seu mandato constitucional e ser reconhecido como comandante supremo das Forças Armdas nacionais", afirmou María Corina, distinguida com o Nobel da Paz 2025, num comunicado divulgado nas redes sociais.   "Hoje estamos preparados para fazer valer o nosso mandato e tomar o poder", disse, numa alusão às eleições presidenciais de 28 de julho de 2024, nas quais Maduro foi reeleito para um terceiro mandato, apesar de a oposição reclamar a vi...

Bulgária torna-se 21.º país a aderir ao euro

Foto: Dado Ruvic- Reuters  Zona Euro tem na Bulgária o seu vigésimo primeiro membro. Trata-se, diz o BCE, de "um marco" para este país que entrou na União Europeia em 2007. A Bulgária torna-se hoje no 21.º país membro da zona euro, com a adoção oficial da moeda única, um marco histórico contestado pela população e que ocorre numa altura em que o país enfrenta instabilidade política. Até agora, a zona euro era composta por 20 países, que utilizam o euro como moeda oficial e participam nas decisões comuns de política monetária através do Banco Central Europeu (BCE), mas, com a entrada hoje concretizada da Bulgária, a moeda única passa a ser usada por 21 Estados-membros. Enquanto para a zona euro a entrada da Bulgária amplia o mercado interno, fortalece a estabilidade regional e envia um sinal de coesão comunitária num contexto geopolítico turbulento, para Sófia abandonar o lev búlgaro significa passar a participar diretamente nas decisões do BCE e integrar plenamente os mecanis...