Avançar para o conteúdo principal

Empresa quer "pessoas bem-humoradas" e por isso dispensa portuguesas

Anúncios foram publicados num site de empregos. Comissão para a Igualdade no Trabalho vai informar a empresa que lei obriga a igualdade de oportunidades

Uma empresa com sede em Cascais está a contratar pessoas e nos anúncios publicados pedia: "Procuramos pessoas descontraídas e bem-humoradas. A preferência é por brasileiras ou por nacionalidades igualmente alegres, dispensamos portuguesas". Segundo o jornal Público, a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) vai enviar "um ofício à entidade anunciante a informar sobre a legislação aplicável" quanto à igualdade de oportunidades.

Os anúncios serviam para pedir uma jornalista, uma redatora, uma modelo, uma especialista em moda, uma apresentadora, uma youtuber e uma humorista, para uma empresa "voltada para [a] área de saúde, com enfoque na ISG (interrupção segura da gestação", segundo o jornal diário.

O titular da empresa justificou os anúncios com o facto de pretender criar um canal destinado ao público feminino, por isso, procura mulheres e que sejam bem-dispostas. Neste conceito não cabem as portugueses, já que nas suas palavras, citadas pelo Público, as portuguesas "em geral são pessoas depressivas, infelizes com a vida".

O Código do Trabalho é claro e determina igualdade de oportunidades e de tratamento no que se refere ao acesso ao emprego.

http://www.dn.pt/sociedade/interior/empresa-quer-pessoas-bem-humoradas-e-por-isso-dispensa-portuguesas-7207795.html

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

OpenAI deixa alerta após agentes de IA acederem a sites do governo dos EUA

 A OpenAI afirma ter alertado “dezenas” de instituições por todo o mundo de que os seus sites podem ter sido alvo de acessos indevidos por parte de bots de inteligência artificial (IA). Entre as entidades visadas estão organismos do governo norte-americano, universidades e agências públicas. A empresa OpenAI explicou que os agentes de inteligência artificial foram desenvolvidos e treinados para operar de forma maioritariamente autónoma, tendo como objetivo encontrar “fontes confiáveis de informação pública”. No entanto, alguns terão ultrapassados limites e tentado contornar as medidas de segurança existentes nos sites. Entre as instituições que os bots tentaram aceder estão a Securities and Exchange Commission (SEC), agência federal independente dos Estados Unidos responsável pela regulação dos mercados financeiros e pela proteção dos investidores, o Census Bureau, principal agência estatística do país, e o Departamento de Educação, responsável por matérias relacionadas com a educa...

Lei do arrendamento aprovada na generalidade

 Abstenção do Chega foi suficiente para alterar o regime de arrendamento urbano. Acordo trouxe algumas alterações à proposta de lei. A proposta de lei do Governo para alterar o regime de arrendamento urbano foi aprovada na generalidade no parlamento, devido à abstenção do Chega, após o Governo ter manifestado disponibilidade para negociar “melhorias” na especialidade. O documento foi aprovado na generalidade com os votos favoráveis do PSD, IL, CDS-PP, a abstenção do Chega e contra do PS, Livre, PCP, PAN, JPP e BE, tendo as restantes iniciativas dos partidos sobre este tema sido todas rejeitadas. O presidente do Chega e o líder parlamentar do PSD assinaram um acordo para introduzir, na discussão na especialidade, alterações ao pedido do Governo para rever o Novo Regime do Arrendamento Urbano. “Tendo o Governo apresentado na Assembleia da República proposta para alterar a legislação em matéria de arrendamento urbano e tendo o Chega apresentado vários dos elementos constantes da mesma...