Avançar para o conteúdo principal

Automatiza o seu trabalho e é despedido

PROGRAMADOR AUTOMATIZA O PRÓPRIO TRABALHO E SÓ É DESPEDIDO AO FIM DE 6 ANOS SEM FAZER NADA

Um programador terá passado os últimos seis anos sem “fazer nada”, depois de automatizar completamente o trabalho que tinha para fazer.

O utilizador do reddit FiletOfFish1066 conta que trabalhava num empresa tecnológica de San Francisco bastante conhecida, tendo sido contratado para fazer controlo de qualidade (QA) do produto.

Num post publicado no final de maio, noticiado pelo site Boing Boing, o programador de 28 anos descreve que passou cerca de oito meses a automatizar as tarefas que tinha que realizar ao ponto de, eventualmente, deixar de ter “trabalho” para fazer manualmente.

Como não tinha amigos no trabalho, ninguém perguntava o que andava a fazer. “Nos últimos seis anos, devo ter trabalhado umas 50 horas de trabalho a sério“, admite.

Assim, com o trabalho automatizado, FiletOfFish1066 ficou seis anos simplesmente sem fazer nada no escritório, a navegar na Internet e a aproveitar o ordenado de quase 100 mil dólares anuais, que lhe permitiram poupar os 200 mil dólares que tem na sua conta bancária – e aos quais terá que recorrer agora que foi despedido.

O próprio programador que refere que um dos aspectos negativos de ter estado seis anos sem fazer nada de produtivo é que já nem sabe programar, e que terá que reaprender tudo o que esqueceu enquanto esteve sem fazer nada para voltar a entrar no mercado de trabalho.


Em: http://zap.aeiou.pt/programador-automatiza-o-proprio-trabalho-e-e-despedido-apos-6-anos-sem-fazer-nada-116917

Comentários

Notícias mais vistas:

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Defender a escola pública

 1. Escrevo sobre o conflito que envolve os professores preocupada, em primeiro lugar, com o efeito que este está a ter na degradação da escola pública, na imagem e na confiança dos pais no sistema educativo, nos danos que estão a ser causados a milhares de alunos cujas famílias não têm condições para lhes proporcionar explicações ou frequência de colégios privados. Parece-me importante que, nas negociações entre Governo e sindicatos, esta dimensão do problema seja equacionada. Escrevo, em segundo lugar, porque espero poder dar um contributo para a compreensão e boa resolução do conflito, apesar de todo o ruído e falta de capacidade para ouvir. 2. Nos anos pré-pandemia, eram muitos os sinais das dificuldades das escolas em prestar um serviço de qualidade. A existência de milhares de alunos sem professor, em várias disciplinas e em vários pontos do país, gerou um clamor sobre a falta de docentes e a fraca atratividade da carreira. Porém, o problema da falta de professores nas escola...