Avançar para o conteúdo principal

FMI: Portugal vai de mal a pior

FMI. Portugal viola novo Pacto de Estabilidade até 2021 Vítor Gaspar. “Riscos orçamentais estão a aumentar em quase toda parte”, diz departamento de Vítor Gaspar. Mais um prego na estabilidade A seguir 1 FMI. Portugal viola novo Pacto de Estabilidade até 2021 2 FMI censura Banco de Portugal no caso Novo Banco 3 Centeno prepara BE e PCP para cenário mais pessimista 4 Governador do BdP é ouvido este mês sobre aplicação das Euribor negativas 5 IRS: descontos para a ADSE são dedução e não benefício Mais vistas DICAS 10 perguntas no trabalho a que nunca deve responder com a verdade EDIÇÃO ESPECIAL Alemanha põe em circulação moeda de cinco euros RETALHO ALIMENTAR Pingo Doce vende frutos exóticos com manual de instruções ALIMENTAÇÃO 7 coisas para tirar já do frigorífico As políticas orçamentais atualmente em vigor não servem para cumprir o Pacto de Estabilidade europeu, defende o Fundo Monetário Internacional (FMI). E se não forem alteradas, Portugal nunca cumprirá, pelo menos até 2021, esse novo pacto. O défice, embora abaixo do limite do tratado, fica estagnado em 2,8%, mas o défice estrutural vai piorar sempre. E dentro de cinco anos o país terá o maior nível de dívida pública da zona euro, o quarto maior do mundo. Sobe assim, a habitual pressão do FMI para que o governo reduza mais o défice, de preferência com mais cortes estruturais na despesa. De acordo com as novas projeções orçamentais do FMI, divulgadas no outlook e ontem no Monitor Orçamental, apresentado pelo ex-ministro das Finanças Vítor Gaspar, o saldo estrutural de Portugal, que devia cair pelo menos 0,5% do PIB ao ano, vai continua a aumentar, até chegar a 2,8% em 2021. Aliás, nem Portugal nem a maioria dos países do euro cumprem o pacto neste ponto. Apenas a Irlanda, a Eslováquia e a Espanha respeitarão o ajustamento mínimo, diz o Fundo. A Espanha está neste grupo mas viola o limite do défice nominal, registando o maior défice da zona euro: 3,4% neste ano. A França também viola a regra dos 3%. Para Portugal, a aparente carência de medidas estruturais, que ampliam o défice, tem como consequência uma descida da dívida muito mais lenta do que prevê o governo. Tão lenta que em 2020 Portugal passa a Itália no rácio da dívida, com 124,5% do PIB. A Grécia teria valores superiores, mas o FMI não os atualiza porque a troika está a negociar o plano de ajustamento. A nível global, tudo pior A nível global, está tudo pior, disse o FMI nestes últimos dois dias. Os riscos macroeconómicos e políticos aumentaram, o mundo pode mesmo estar à beira de uma nova crise financeira (ver texto ao lado). E Gaspar, diretor do departamento de Assuntos Orçamentais do FMI, avisou que as contas públicas são uma ameaça séria. Na apresentação do Monitor da primavera, o Fundo vincou que “os riscos orçamentais estão a aumentar em quase toda parte”. “Nas economias avançadas, o risco de crescimento persistentemente fraco e de inflação baixa faz que a redução dos rácios da dívida seja ainda mais difícil”. Em todo o caso, o FMI pediu aos países com margem que invistam mais em infraestruturas, por exemplo, e tentem reativar a retoma. Recado para a Alemanha, certamente. “Nos mercados emergentes e em desenvolvimento, as condições financeiras mais restritivas e voláteis podem aumentar significativamente a fatura dos juros numa altura em que as necessidades brutas de financiamento estão a subir”, refere o novo estudo. “As perspetivas económicas fracas”, como sublinhou muitas vezes o FMI, “também aumentam a probabilidade de os passivos contingentes virem a materializar-se”. Estes são os milhares de milhões de euros em custos públicos que ainda não emergiram ou foram reconhecidos, que ainda não migraram para dentro dos orçamentos. E, finalmente, “o calendário eleitoral ou o impasse político podem complicar a implementação de políticas ou desencorajar ações políticas ousadas em 2016 numa série de grandes economias”. A pensar em Espanha, país cujo crescimento foi revisto em baixa devido aos riscos orçamentais que decorrem da indefinição política. “Assim, o panorama continua muito incerto e a probabilidade de um cenário prolongado de menor crescimento está a aumentar. Neste ambiente de riscos elevados, é urgente uma resposta política global para melhorar as perspetivas de crescimento e aumentar a sua resiliência.” - Veja mais em: http://www.dinheirovivo.pt/economia/fmi-portugal-viola-novo-pacto-de-estabilidade-ate-2021/#sthash.AABSXyWG.dpuf


Em: http://www.dinheirovivo.pt/economia/fmi-portugal-viola-novo-pacto-de-estabilidade-ate-2021/

Comentários

Notícias mais vistas:

Ucrânia acusa Hungria de fazer sete funcionários de banco ucraniano reféns em Budapeste

 Kiev acusa as autoridades húngaras de terem raptado sete funcionários do Oschadbank da Ucrânia, e terem apreendido uma grande quantidade de dinheiro e ouro. Uma nova escalada numa amarga disputa diplomática entre Orbán e Zelenskyy. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia acusou na quinta-feira a Hungria de fazer sete funcionários de um banco ucraniano reféns em Budapeste, num momento de elevada tensão entre os dois países. "Em Budapeste, as autoridades húngaras fizeram sete cidadãos ucranianos reféns. Os motivos permanecem desconhecidos, assim como o seu estado de saúde atual", escreveu Andriy Sybiga. Segundo o chefe da diplomacia ucraniana, os detidos são "funcionários do banco estatal Oschadbank que operavam dois veículos do banco em trânsito entre a Áustria e a Ucrânia, transportando dinheiro". "Trata-se de terrorismo e de extorsão patrocinada pelo Estado" perpetrada pela Hungria, denunciou o ministro, afirmando já ter enviado uma nota oficial ...

Filhos de Donald Trump investem em startup de drones que quer usar tecnologia ucraniana

  Foto: Instagram @powerus_ Os filhos do presidente dos Estados Unidos,  Donald Trump , estão apoiando um novo fabricante de drones chamado Powerus, uma startup que pretende integrar tecnologia desenvolvida na Ucrânia em seus sistemas. A informação foi divulgada pelo  The Wall Street Journal . A empresa, fundada em 2025 em  West Palm Beach , na Flórida, planeja abrir capital na Nasdaq em breve. O movimento deve ocorrer por meio de uma fusão com a holding Aureus Greenway, que possui vários campos de golfe no estado da Flórida. Entre os acionistas da  Aureus Greenway  estão o fundo de investimentos da família Trump, American Ventures, a empresa Unusual Machines — onde Donald Trump Jr. atua como acionista e membro do conselho consultivo — e o banco de investimentos Dominari Securities, também ligado à família Trump. Foto: Instagram @powerus_ Segundo Andrew Fox, CEO da Powerus, a estratégia de fusão reflete a aposta em um setor com forte crescimento global. “O ...

Wall Street começa a chamar a atenção para os "ecos" da pior crise do século

  Para alguns investidores proeminentes, os paralelos com a crise dos subprimes parecem óbvios. Mas não há um consenso claro em Wall Street Nova Iorque -  Durante meses, investidores e analistas têm acompanhado de perto o obscuro setor financeiro conhecido como crédito privado, onde os sinais de alerta têm alimentado receios de uma repetição da crise financeira de 2008. Ainda não é claro se estes alertas representam apenas alguns erros isolados ou uma fragilidade sistémica mais grave no setor de 1,8 mil milhões de dólares. Mas, se esta última hipótese for sequer remotamente possível, vale a pena perceber o que raio se está a passar. Uma breve introdução ao "crédito privado" De uma forma muito simples, o termo refere-se aos investidores que emprestam dinheiro diretamente a empresas privadas, sem passar pelos bancos. Os mutuários — geralmente pequenas empresas que os bancos considerariam demasiado arriscadas ou complexas para um empréstimo tradicional — pagam uma taxa de juro m...