Avançar para o conteúdo principal

Tática de defesa será testada em asteroide que passará pela Terra

Uma rocha que voará a 'apenas' 6.800 quilômetros do nosso planeta, sem oferecer risco, será usada pela Nasa para testar detecção e rastreamento de ameaças

O asteroide mede entre entre 10 e 30 metros, um pouco maior do que o asteroide que atingiu Chelyabinsk, na Rússia, em 2013, deixando 400 feridos. No entanto, segundo os cientistas, o objeto se aproximará a uma distância segura do nosso planeta (Divulgação/iStock)

Desde que um cientista da Nasa declarou que a Terra não estaria preparada para barrar um asteroide “surpresa” que se aproximasse sem ser detectado, a preocupação do público vem crescendo em relação a uma potencial ameaça. Mas, para proteger nosso planeta, a agência espacial americana já está desenvolvendo um poderoso sistema de defesa planetária. E a passagem de uma rocha espacial a 6.800 quilômetros da Terra (perto, em termos cósmicos, mas não o suficiente para oferecer qualquer risco) será a chance perfeita para testar essas novas tecnologias. Segundo a Nasa, que anunciou o experimento neste fim de semana, a oportunidade colocará à prova os observatórios e cientistas responsáveis por detectar e rastrear asteroides potencialmente perigosos.

“Cientistas sempre apreciaram saber quando um asteroide fará uma passagem próxima e segura pela Terra, porque eles podem fazer preparativos para coletar dados, caracterizar [o objeto] e aprender o máximo possível sobre ele”, disse Michael Kelley, cientista envolvido no programa e líder da campanha de observação do TC4, como foi batizado o asteroide que será objeto de estudo. “Desta vez, estamos adicionando outros esforços, usando este voo próximo para testar a rede mundial de detecção e rastreamento de asteroides, avaliando nossa capacidade de trabalhar juntos para encontrar uma potencial ameaça real.”

O TC4 tem entre 10 e 30 metros, um pouco maior do que o asteroide que atingiu Chelyabinsk, na Rússia, em 2013. Ainda assim, é relativamente pequeno, se for levado em conta que o asteroide responsável por extinguir os dinossauros tinha quase dez quilômetros. Os cientistas, no entanto, garantem que, assim como a maioria dos Near Earth Objects (NEOs, na sigla em inglês, traduzida como “Objetos Próximos à Terra”), o TC4 não oferece nenhum risco de colisão catastrófica com o nosso planeta.

Ele foi escolhido pela Nasa porque, desde que foi descoberto em 2012, está fora do alcance dos telescópios. Quando ele se aproximar da Terra, os cientistas esperam utilizar grandes telescópios para rastreá-lo e restabelecer sua trajetória precisa, assim como definir sua órbita, determinando exatamente a que distância que ele passará do nosso planeta.

“Este é o alvo perfeito para esse exercício, porque conhecemos a órbita do TC4 suficientemente bem para ter certeza absoluta de que não impactará a Terra, mas ainda não estabelecemos sua trajetória exata”, afirmou Paul Chodas, diretor do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS, na sigla em inglês). “Compete aos observatórios obter uma correção [na trajetória já conhecida] do asteroide à medida que se aproxima e trabalhar em conjunto para obter observações de acompanhamento para fazer determinações de órbita de asteroides mais refinadas.”

http://veja.abril.com.br/ciencia/tatica-de-defesa-sera-testada-em-asteroide-que-passara-pela-terra/#

Comentários

Notícias mais vistas:

Diarreia legislativa

© DR  As mais de 150 alterações ao Código do Trabalho, no âmbito da Agenda para o Trabalho Digno, foram aprovadas esta sexta-feira pelo Parlamento, em votação final. O texto global apenas contou com os votos favoráveis da maioria absoluta socialista. PCP, BE e IL votaram contra, PSD, Chega, Livre e PAN abstiveram-se. Esta diarréia legislativa não só "passaram ao lado da concertação Social", como também "terão um profundo impacto negativo na competitividade das empresas nacionais, caso venham a ser implementadas Patrões vão falar com Marcelo para travar Agenda para o Trabalho Digno (dinheirovivo.pt)

Largo dos 78.500€

  Políticamente Incorrecto O melhor amigo serve para estas coisas, ter uns trocos no meio dos livros para pagar o café e o pastel de nata na pastelaria da esquina a outros amigos 🎉 Joaquim Moreira É historicamente possível verificar que no seio do PS acontecem repetidas coincidências! Jose Carvalho Isto ... é só o que está á vista ... o resto bem Maior que está escondido só eles sabem. Vergonha de Des/governantes que temos no nosso País !!! Ana Paula E fica tudo em águas de bacalhau (20+) Facebook

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...