Cientistas conseguiram descobrir uma bactéria que será capaz de sobreviver em Marte, e potencialmente também noutros planetas. A descoberta abre a porta à colonização de Marte e até pode facilitar a busca por sinais de vida extraterrestre.
Uma equipa internacional de investigadores, composta por elementos da Universidade Nacional Australiana (ANU na sigla original em Inglês) e do Imperial College de Londres, e por cientistas de Itália e França, centrou-se no estudo das cianobactérias.
Estes pequenos organismos foram os grandes responsáveis pelo chamado “Grande Evento de Oxidação” que ocorreu há biliões de anos, provocando um aumento considerável do oxigénio na Terra, o que permitiu o desenvolvimento de formas de vida mais complexas.
As cianobactérias conseguiram despoletar aquele evento recorrendo a um tipo especial de fotossíntese que é capaz de converter a luz do sol em energia e de criar oxigénio como um produto de desperdício.
Ora a nova pesquisa descobriu que as cianobactérias podem reproduzir esse processo com menos luz do sol e, possivelmente, também noutros planetas, como se refere no artigo científico publicado na revista Science.
Em causa está especificamente a Chroococcidiopsis thermalis, um tipo de cianobactéria que sobrevive em condições extremas e que consegue absorver luz mais vermelha e de menor energia. Isto permite-lhe sobreviver em ambientes com muito pouca luz, como em águas profundas.
“Organismos adaptados a pouca luz, tal como as cianobactérias que temos estudado, podem crescer debaixo de rochas e, potencialmente, sobreviver nas difíceis condições do planeta vermelho”, aponta o professor Elmars Krausz, citado no comunicado sobre o estudo.
“Se importada para Marte, teoricamente a Chroococcidiopsis thermalis pode mudar a face do Planeta Vermelho, ou potencialmente fornecer as bases para um bio-reactor que cria oxigénio para ambientes humanos“, constata ainda Krausz, notando que isto abre a porta para a colonização de Marte e de outros planetas.
“Isto pode parecer ficção científica, mas as agências espaciais e as empresas privadas pelo mundo estão activamente a tentar transformar esta aspiração em realidade num não muito distante futuro”, acrescenta Krausz, concluindo que “a fotossíntese pode, teoricamente, ser aproveitada por este tipo de organismos para criar ar para os humanos respirarem em Marte”.
“Algumas cianoactérias, tal como as do tipo encontrado a crescer em ambientes como a Antárctida e o Deserto de Mojave, até sobreviveram no exterior da Agência Espacial Internacional”, refere o comunicado sobre a investigação.
Por outro lado, estudar as cianobactérias, através das clorofilas vermelhas, também pode dar pistas aos cientistas quanto ao que procurar na busca por vida extraterrestre, explica a cientista Jennifer Norton da ANU.
“Procurar a fluorescência da assinatura destes pigmentos pode ajudar a identificar vida extraterrestre”, conclui Norton.
https://zap.aeiou.pt/humanos-colonizar-marte-206807
segunda-feira, 9 de julho de 2018
domingo, 8 de julho de 2018
Espanha vai acabar com portagens nas autoestradas
O fim dos contratos de concessão das autoestradas espanholas (a 50 anos) irá ter como resultado a extinção das portagens em diversas vias até 2021.
Em entrevista ao El Pais, José Luís Ábalos, ministro do Desenvolvimento espanhol, anunciou que o final dos contratos de concessão das autoestradas (a 50 anos) terá como resultado o fim das portagens em diversas vias até 2021.
Cerca de 100 quilómetros de vias vão deixar de contar com portagens, e algumas já este ano. Segundo o Motor24, a grande maioria de autoestradas em final de concessão estão na costa mediterrânica a Este, englobando muitas vias da Catalunha, como alguns troços da AP-2, entre Saragoça e o Mediterrâneo, e da AP-7, entre Tarragona-La Jonquera e Montmelo-El Papiol.
Estes 479 quilómetros têm data de término das concessões no dia 31 de agosto de 2021, pelo que a decisão sobre estes troços irá estar a cargo do Governo na época.
A via mais perto de Portugal a perder as portagens é a AP-4, entre Sevilla e Cádiz, já no final do próximo ano.
Ao diário espanhol, o Governo adiantou que a conservação destas vias irá custar 27 milhões de euros por ano, sem contar com as receitas perdidas das portagens que deixam assim de ser pagas.
As concessionárias têm, naturalmente, uma reação negativa. A SEOPAN, associação que agrupa as construtoras e concessionárias de infraestruturas, refere que o custo do troço AP-1, entre Burgos e Armiñon, teria um custo para os contribuintes de cerca de 300 milhões de euros.
Defende ainda que o aumento do tráfego, motivado pelo fim das portagens e a manutenção descurada do Estado, iriam resultar num colapso da via, dado que os veículos pesados a circular naquela via seriam muitos mais.
https://zap.aeiou.pt/autoestradas-espanholas-sem-portagens-206856
Em entrevista ao El Pais, José Luís Ábalos, ministro do Desenvolvimento espanhol, anunciou que o final dos contratos de concessão das autoestradas (a 50 anos) terá como resultado o fim das portagens em diversas vias até 2021.
Cerca de 100 quilómetros de vias vão deixar de contar com portagens, e algumas já este ano. Segundo o Motor24, a grande maioria de autoestradas em final de concessão estão na costa mediterrânica a Este, englobando muitas vias da Catalunha, como alguns troços da AP-2, entre Saragoça e o Mediterrâneo, e da AP-7, entre Tarragona-La Jonquera e Montmelo-El Papiol.
Estes 479 quilómetros têm data de término das concessões no dia 31 de agosto de 2021, pelo que a decisão sobre estes troços irá estar a cargo do Governo na época.
A via mais perto de Portugal a perder as portagens é a AP-4, entre Sevilla e Cádiz, já no final do próximo ano.
Ao diário espanhol, o Governo adiantou que a conservação destas vias irá custar 27 milhões de euros por ano, sem contar com as receitas perdidas das portagens que deixam assim de ser pagas.
As concessionárias têm, naturalmente, uma reação negativa. A SEOPAN, associação que agrupa as construtoras e concessionárias de infraestruturas, refere que o custo do troço AP-1, entre Burgos e Armiñon, teria um custo para os contribuintes de cerca de 300 milhões de euros.
Defende ainda que o aumento do tráfego, motivado pelo fim das portagens e a manutenção descurada do Estado, iriam resultar num colapso da via, dado que os veículos pesados a circular naquela via seriam muitos mais.
https://zap.aeiou.pt/autoestradas-espanholas-sem-portagens-206856
sábado, 7 de julho de 2018
A Europa quer matar a internet
Vários especialisatas, incluindo a Wikipédia, dizem que a proposta da Europa vai matar a internet livre.
A morte da internet livre foi, por enquanto, adiada.
O Parlamento Europeu votou contra a proposta legislativa que iria alterar as regras sobre os direitos de autor na Internet. A rejeição remete o debate do tema para a próxima sessão legislativa, entre 10 a 13 de setembro.
“O Parlamento Europeu não vai, nem quer, acabar com a Internet”, garantiu Axel Voss, relator da proposta de revisão das regras de direitos de autor nas plataformas digitais, esta quarta-feira de manhã, numa conferência de imprensa, em Bruxelas, que antecedeu a votação da legislação que promete mudar a Internet para sempre.
Mas, para já, a alteração das regras sobre os direitos de autor na Internet não avança, dado que o Parlamento Europeu votou contra esta proposta legislativa. A rejeição desta quinta-feira remete para a próxima sessão legislativa o debate e aprofundamento do tema, avança o Jornal de Negócios.
Segundo o Diário de Notícias, a votação foi de 318 votos a favor e 278 contra. O diploma foi assim devolvido à comissão de assuntos jurídicos para que o texto fosse melhorado.
A comissão fica assim impedida de avançar nas negociações com as outras instâncias europeias sobre a proposta que configura uma grande mudança nas regras da Internet. Em setembro, o tema poderá voltar a ser abordado de forma mais abrangente.
A proposta tem sido alvo de muita polémica e, segundo a deputada francesa Virgine Rozière, levou mesmo a “ameaças de morte”, escreve a Renascença.
Jean-Marie Cavada, da Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa, acusa as grandes empresas digitais de divulgarem informações falsas. “Estão a falar de liberdade, mas a pensar em dinheiro”, acusa.
Por sua vez, Virginie Rozière acusa a Google de ter pressionado os jornais que financia a publicar as razões pelas quais o artigo 11.º e o artigo 13.º da legislativa (os dois artigos mais polémicos )deviam ser rejeitados. E rejeita, ainda, que as novas regras são sinónimo de censura.
O objetivo da proposta, frisa a deputada, é regular grandes plataformas, como o YouTube. Rozière dá o exemplo francês, onde esse site reúne cerca de 80% do consumo de música em streaming mas representa menos de 3% das receitas para os artistas – uma concorrência “desleal” para plataformas como o Spotify, que dá uma percentagem das receitas aos detentores dos direitos de autor.
Além de implicar que empresas como o Google, YouTube ou Facebook tivessem de partilhar as suas receitas com os autores, a proposta em cima da mesa visava também a instalação de filtros contra pirataria.
Em sinal de protesto, Wikipedia suspende serviço
Em protesto contra a reforma da diretiva europeia sobre os direitos de autor, a Wikipedia – as edições nas línguas espanhola e italiana – estiveram suspensas, sem possibilidade de acesso até à hora da votação.
Segundo o Diário de Notícias, a comunidade espanhola da Wikipedia afirma que esta proposta, caso seja aprovada, “prejudicará significativamente a Internet aberta que conhecemos hoje”, ao “ameaçar a liberdade online e impor novos filtros, barreiras e restrições no acesso”.
“A própria Wikipédia fica em risco“, declarou, explicando o encerramento temporário da plataforma, como forma de alertar as pessoas. Também a edição italiana esteve fechada desde terça-feira, em protesto.
Ainda assim, alguns dos eurodeputados responsáveis pela iniciativa afirmaram, em conferência de imprensa, que “a Wikipedia está errada, porque esta proposta afetará apenas páginas de internet para fins comerciais”.
De acordo com o jornal, a Fundação Wikimedia (organização sem fins lucrativos que promove a Wikipedia) colocou na sua página em inglês um alerta com informação sobre a nova legislação e meios para contactar os eurodeputados. A versão em português não tem qualquer referência ao tema.
https://zap.aeiou.pt/parlamento-salvou-internet-para-ja-208979
A morte da internet livre foi, por enquanto, adiada.
O Parlamento Europeu votou contra a proposta legislativa que iria alterar as regras sobre os direitos de autor na Internet. A rejeição remete o debate do tema para a próxima sessão legislativa, entre 10 a 13 de setembro.
“O Parlamento Europeu não vai, nem quer, acabar com a Internet”, garantiu Axel Voss, relator da proposta de revisão das regras de direitos de autor nas plataformas digitais, esta quarta-feira de manhã, numa conferência de imprensa, em Bruxelas, que antecedeu a votação da legislação que promete mudar a Internet para sempre.
Mas, para já, a alteração das regras sobre os direitos de autor na Internet não avança, dado que o Parlamento Europeu votou contra esta proposta legislativa. A rejeição desta quinta-feira remete para a próxima sessão legislativa o debate e aprofundamento do tema, avança o Jornal de Negócios.
Segundo o Diário de Notícias, a votação foi de 318 votos a favor e 278 contra. O diploma foi assim devolvido à comissão de assuntos jurídicos para que o texto fosse melhorado.
A comissão fica assim impedida de avançar nas negociações com as outras instâncias europeias sobre a proposta que configura uma grande mudança nas regras da Internet. Em setembro, o tema poderá voltar a ser abordado de forma mais abrangente.
A proposta tem sido alvo de muita polémica e, segundo a deputada francesa Virgine Rozière, levou mesmo a “ameaças de morte”, escreve a Renascença.
Jean-Marie Cavada, da Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa, acusa as grandes empresas digitais de divulgarem informações falsas. “Estão a falar de liberdade, mas a pensar em dinheiro”, acusa.
Por sua vez, Virginie Rozière acusa a Google de ter pressionado os jornais que financia a publicar as razões pelas quais o artigo 11.º e o artigo 13.º da legislativa (os dois artigos mais polémicos )deviam ser rejeitados. E rejeita, ainda, que as novas regras são sinónimo de censura.
O objetivo da proposta, frisa a deputada, é regular grandes plataformas, como o YouTube. Rozière dá o exemplo francês, onde esse site reúne cerca de 80% do consumo de música em streaming mas representa menos de 3% das receitas para os artistas – uma concorrência “desleal” para plataformas como o Spotify, que dá uma percentagem das receitas aos detentores dos direitos de autor.
Além de implicar que empresas como o Google, YouTube ou Facebook tivessem de partilhar as suas receitas com os autores, a proposta em cima da mesa visava também a instalação de filtros contra pirataria.
Em sinal de protesto, Wikipedia suspende serviço
Em protesto contra a reforma da diretiva europeia sobre os direitos de autor, a Wikipedia – as edições nas línguas espanhola e italiana – estiveram suspensas, sem possibilidade de acesso até à hora da votação.
Segundo o Diário de Notícias, a comunidade espanhola da Wikipedia afirma que esta proposta, caso seja aprovada, “prejudicará significativamente a Internet aberta que conhecemos hoje”, ao “ameaçar a liberdade online e impor novos filtros, barreiras e restrições no acesso”.
“A própria Wikipédia fica em risco“, declarou, explicando o encerramento temporário da plataforma, como forma de alertar as pessoas. Também a edição italiana esteve fechada desde terça-feira, em protesto.
Ainda assim, alguns dos eurodeputados responsáveis pela iniciativa afirmaram, em conferência de imprensa, que “a Wikipedia está errada, porque esta proposta afetará apenas páginas de internet para fins comerciais”.
De acordo com o jornal, a Fundação Wikimedia (organização sem fins lucrativos que promove a Wikipedia) colocou na sua página em inglês um alerta com informação sobre a nova legislação e meios para contactar os eurodeputados. A versão em português não tem qualquer referência ao tema.
https://zap.aeiou.pt/parlamento-salvou-internet-para-ja-208979
sexta-feira, 6 de julho de 2018
Registo e seguro de Drones passam a ser obrigatórios
A legislação à volta dos drones ainda carece de melhorias, mas o caminho está a ser traçado. Estas aeronaves pilotadas de forma remota estão hoje acessíveis a todos e é preciso que as regras de utilização sejam claras de forma a evitar incidentes.
Hoje, o Conselho de Ministros aprovou o decreto-lei que estabelece um sistema obrigatório de registo e de seguro de responsabilidade civil obrigatório aplicável aos drones.
Portugal desde cedo que demonstrou uma preocupação na criação de legislação apropriada à nova realidade dos drones utilizados para fins pessoais ou profissionais.
O Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou que embora Portugal já tivesse legislação com limitações dos tetos de voo e à operação na vizinhança de aeroportos, o país ainda carecia de instrumentos suficientes, não só para detetar, mas sobretudo para penalizar as utilizações indevidas.
Assim, foi agora aprovado em Conselho de Ministros, o decreto-lei que estabelece um sistema obrigatório de registo e de seguro de responsabilidade civil obrigatório aplicável aos sistemas de aeronaves civis pilotadas remotamente.
O sistema de registo exige que, no momento de aquisição de cada drone, sejam registados os dados essenciais do operador do drone e da aeronave, posteriormente comunicados à Autoridade Nacional da Aviação Civil através de uma plataforma informática, que enviará ao operador da aeronave um sistema de identificação que tem que ser colocado no drone pelo utilizador.
Se algum destes drones for detetado a operar numa zona proibida, será possível identificar e responsabilizar o respetivo operador Referiu o Ministro.
A que drones se aplica:
Sistema de identificação – drones com mais de 250 gramas
Seguro de responsabilidade civil – drones com mais de 900 gramas
Os proprietários de drones que os tenham comprado antes da entrada em vigor da legislação, também terão de os registar na plataforma informática da ANAC.
À ANAC fica a tarefa de garantir a segurança das atividades relacionadas com a utilização civil destas aeronaves e aplicar sanções em caso de incumprimento.
Valor das Coimas aplicado
Para os utilizadores em nome particular, as coimas terão um valor mínimo de 300 €. No caso de pessoas coletivas, este valor pode ascender aos 7.500 €. Há ainda o risco de pena acrescida até 2 anos de impossibilidade de pilotar drone ou apreensão dos equipamentos.
Ainda não se sabe a partir de que data a lei entrará em vigor. O sistema de registo online, suportado pela ANAC, ainda não está disponível e tudo indica que deverá ser disponibilizado antes de a lei entrar em vigor ou que seja adotado um regime transitório.
https://pplware.sapo.pt/informacao/registo-e-seguro-drones-obrigatorio/
Hoje, o Conselho de Ministros aprovou o decreto-lei que estabelece um sistema obrigatório de registo e de seguro de responsabilidade civil obrigatório aplicável aos drones.
Portugal desde cedo que demonstrou uma preocupação na criação de legislação apropriada à nova realidade dos drones utilizados para fins pessoais ou profissionais.
O Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou que embora Portugal já tivesse legislação com limitações dos tetos de voo e à operação na vizinhança de aeroportos, o país ainda carecia de instrumentos suficientes, não só para detetar, mas sobretudo para penalizar as utilizações indevidas.
Assim, foi agora aprovado em Conselho de Ministros, o decreto-lei que estabelece um sistema obrigatório de registo e de seguro de responsabilidade civil obrigatório aplicável aos sistemas de aeronaves civis pilotadas remotamente.
O sistema de registo exige que, no momento de aquisição de cada drone, sejam registados os dados essenciais do operador do drone e da aeronave, posteriormente comunicados à Autoridade Nacional da Aviação Civil através de uma plataforma informática, que enviará ao operador da aeronave um sistema de identificação que tem que ser colocado no drone pelo utilizador.
Se algum destes drones for detetado a operar numa zona proibida, será possível identificar e responsabilizar o respetivo operador Referiu o Ministro.
A que drones se aplica:
Sistema de identificação – drones com mais de 250 gramas
Seguro de responsabilidade civil – drones com mais de 900 gramas
Os proprietários de drones que os tenham comprado antes da entrada em vigor da legislação, também terão de os registar na plataforma informática da ANAC.
À ANAC fica a tarefa de garantir a segurança das atividades relacionadas com a utilização civil destas aeronaves e aplicar sanções em caso de incumprimento.
Valor das Coimas aplicado
Para os utilizadores em nome particular, as coimas terão um valor mínimo de 300 €. No caso de pessoas coletivas, este valor pode ascender aos 7.500 €. Há ainda o risco de pena acrescida até 2 anos de impossibilidade de pilotar drone ou apreensão dos equipamentos.
Ainda não se sabe a partir de que data a lei entrará em vigor. O sistema de registo online, suportado pela ANAC, ainda não está disponível e tudo indica que deverá ser disponibilizado antes de a lei entrar em vigor ou que seja adotado um regime transitório.
https://pplware.sapo.pt/informacao/registo-e-seguro-drones-obrigatorio/
terça-feira, 3 de julho de 2018
Veículos elétricos vão representar 9% da procura da eletricidade global
Atendendo à massificação dos veículos elétricos nos próximos anos, é também previsível que exista um impacto forte em termos de produção elétrica. De acordo com um estudo da Bloomberg, os elétricos irão exigir cerca de 9% da energia elétrica produzida a nível mundial no ano de 2050.
A tecnologia elétrica associada aos veículos têm vindo a ganhar tração no mercado, sustentando-se numa cada vez maior variedade de automóveis e no desenvolvimento de soluções cada vez mais avançadas, sobretudo ao nível das baterias elétricas, que irão permitir ganhos consideráveis na autonomia com custos cada vez menores.
Contudo, se hoje o valor da procura de energia elétrica associado aos veículos elétricos é de apenas 0,2%, no ano de 2050 esse valor irá rondar os 9%, segundo o relatório Bloomberg New Energy Finance. Contudo, assinala a Bloomberg, este é um valor padrão, uma vez que nalguns casos o valor ‘exigido’ pelos elétricos será ainda maior, como é o caso da Alemanha, onde se espera um valor na ordem dos 24%.
Recorde-se que os veículos elétricos estão a ser apontados como fundamentais para a redução das emissões poluentes derivadas dos transportes, havendo muitas marcas automóveis que duplicaram os seus esforços nesta área nos últimos tempos. A ajudar a adoção mais rápida dos veículos elétricos estão factos como a massificação da tecnologia, aumento das redes de carregamento e amplificação da autonomia, não sendo também de desvalorizar o facto de muitas cidades mundiais começam a tentar fechar-se aos veículos com motores de combustão interna.
“Os preços desceram muito mais depressa do que esperávamos. Preços mais baixos das baterias irão desbloquear mais veículos elétricos”, referiu Salim Morsy, analista da Bloomberg New Energy Finance.
Ao mesmo tempo, segundo o gráfico revelado pela Bloomberg, a procura global de energia elétrica também irá crescer até 2050 para um valor em redor dos 40 mil Terawatt/hora, praticamente duplicando face ao valor atual, que é de pouco mais de 20 mil TWh.
https://www.motor24.pt/motores/veiculos-eletricos-vao-representar-9-da-procura-da-eletricidade-global/
A tecnologia elétrica associada aos veículos têm vindo a ganhar tração no mercado, sustentando-se numa cada vez maior variedade de automóveis e no desenvolvimento de soluções cada vez mais avançadas, sobretudo ao nível das baterias elétricas, que irão permitir ganhos consideráveis na autonomia com custos cada vez menores.
Contudo, se hoje o valor da procura de energia elétrica associado aos veículos elétricos é de apenas 0,2%, no ano de 2050 esse valor irá rondar os 9%, segundo o relatório Bloomberg New Energy Finance. Contudo, assinala a Bloomberg, este é um valor padrão, uma vez que nalguns casos o valor ‘exigido’ pelos elétricos será ainda maior, como é o caso da Alemanha, onde se espera um valor na ordem dos 24%.
Recorde-se que os veículos elétricos estão a ser apontados como fundamentais para a redução das emissões poluentes derivadas dos transportes, havendo muitas marcas automóveis que duplicaram os seus esforços nesta área nos últimos tempos. A ajudar a adoção mais rápida dos veículos elétricos estão factos como a massificação da tecnologia, aumento das redes de carregamento e amplificação da autonomia, não sendo também de desvalorizar o facto de muitas cidades mundiais começam a tentar fechar-se aos veículos com motores de combustão interna.
“Os preços desceram muito mais depressa do que esperávamos. Preços mais baixos das baterias irão desbloquear mais veículos elétricos”, referiu Salim Morsy, analista da Bloomberg New Energy Finance.
Ao mesmo tempo, segundo o gráfico revelado pela Bloomberg, a procura global de energia elétrica também irá crescer até 2050 para um valor em redor dos 40 mil Terawatt/hora, praticamente duplicando face ao valor atual, que é de pouco mais de 20 mil TWh.
https://www.motor24.pt/motores/veiculos-eletricos-vao-representar-9-da-procura-da-eletricidade-global/
segunda-feira, 2 de julho de 2018
Boring Company de Musk vai construir ligação rápida ao aeroporto de Chicago
Elon Musk e o mayor de Chicago, Rahm Emanuel, revelaram que chegaram a um acordo para a Boring Company construir uma ligação subterrênea rápida entre o centro da cidade e o aeroporto.
O acordo está avaliado em mil milhões de dólares e prevê a ligação subterrânea entre o centro da cidade e o aeroporto de O’Hare, em Chicago. Os passageiros desta ligação vão poder viajar a até 240 km/h. A viagem atualmente demora 30 a 45 minutos a realizar e a proposta de Musk é conseguir fazê-lo em 12 minutos.
Os “skates”, assim se vão chamar os veículos que vão estar a operar, vão poder levar até 16 passageiros de cada vez e prevê-se a partida de um novo a cada 30 segundos. O sistema vai operar 20 horas por dia, sete dias por semana.
Segundo o mayor da cidade, ouvido pela Reuters, o projeto vai custar mil milhões de dólares, mas não há dinheiros públicos envolvidos, ficando a empresa a responsável por todo o investimento. As escavações podem começar dentro de três ou quatro meses, caso se consigam as aprovações ambientais necessárias
http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/mercados/2018-06-15-Boring-Company-de-Musk-vai-construir-ligacao-rapida-ao-aeroporto-de-Chicago
O acordo está avaliado em mil milhões de dólares e prevê a ligação subterrânea entre o centro da cidade e o aeroporto de O’Hare, em Chicago. Os passageiros desta ligação vão poder viajar a até 240 km/h. A viagem atualmente demora 30 a 45 minutos a realizar e a proposta de Musk é conseguir fazê-lo em 12 minutos.
Os “skates”, assim se vão chamar os veículos que vão estar a operar, vão poder levar até 16 passageiros de cada vez e prevê-se a partida de um novo a cada 30 segundos. O sistema vai operar 20 horas por dia, sete dias por semana.
Segundo o mayor da cidade, ouvido pela Reuters, o projeto vai custar mil milhões de dólares, mas não há dinheiros públicos envolvidos, ficando a empresa a responsável por todo o investimento. As escavações podem começar dentro de três ou quatro meses, caso se consigam as aprovações ambientais necessárias
http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/mercados/2018-06-15-Boring-Company-de-Musk-vai-construir-ligacao-rapida-ao-aeroporto-de-Chicago
Império elétrico é comandado pela China
Mesmo somando o número de carros elétricos adquiridos na Europa, Japão e EUA, esse registo acumulado fica aquém das aquisições de elétricos concretizadas pelos chineses.
Em termos de veículos elétricos, a China é o mercado mundial nº1. De longe. A mais populosa nação do planeta regista, tanto em termos de venda de carros elétricos, como de fabrico de viaturas elétricas, um largo domínio no mundo.
A organização sem fins lucrativos International Council on Clean Transportation (ICCT) reuniu estatísticas dos grandes mercados mundiais, apurando que a China responde por metade da produção e das vendas de veículos elétricos do globo.
Assim, dos 1,1 milhões de viaturas elétricas produzidas em todo o planeta, no ano passado, a China foi responsável por 595 mil veículos. A Europa tem uma quota de mercado em termos de produção de 21%, enquanto os EUA tem uma expressão de 17%. Já das linhas de montagem do Japão saem 8% dos veículos elétricos de todo o planeta. A Coreia do Sul surge com 3% de representatividade.
Em termos de vendas, a China também é imperial. Mesmo somando o número de EV comprados por europeus, japoneses e norte-americanos, esse registo acumulado nestes três referidos continentes fica aquém das aquisições de elétricos concretizadas pelos chineses.
A dimensão do mercado chinês não é a única razão apontada. Os incentivos estatais existentes estão, igualmente, na génese deste crescimento.
Outra interessante observação que elucida bem a potência que é a China ao nível da mobilidade elétrica é o facto de no “top 20” dos principais fabricantes de veículos elétricos mundiais, nove têm a sua sede na China, quatro estão sedeados na Europa e três possuem o seu quartel-general nos EUA. Neste “top 20” estão ainda três construtores japoneses e um sul-coreano.
https://www.motor24.pt/sites/wattson/imperio-eletrico-comandado-pela-china/
Em termos de veículos elétricos, a China é o mercado mundial nº1. De longe. A mais populosa nação do planeta regista, tanto em termos de venda de carros elétricos, como de fabrico de viaturas elétricas, um largo domínio no mundo.
A organização sem fins lucrativos International Council on Clean Transportation (ICCT) reuniu estatísticas dos grandes mercados mundiais, apurando que a China responde por metade da produção e das vendas de veículos elétricos do globo.
Assim, dos 1,1 milhões de viaturas elétricas produzidas em todo o planeta, no ano passado, a China foi responsável por 595 mil veículos. A Europa tem uma quota de mercado em termos de produção de 21%, enquanto os EUA tem uma expressão de 17%. Já das linhas de montagem do Japão saem 8% dos veículos elétricos de todo o planeta. A Coreia do Sul surge com 3% de representatividade.
Em termos de vendas, a China também é imperial. Mesmo somando o número de EV comprados por europeus, japoneses e norte-americanos, esse registo acumulado nestes três referidos continentes fica aquém das aquisições de elétricos concretizadas pelos chineses.
A dimensão do mercado chinês não é a única razão apontada. Os incentivos estatais existentes estão, igualmente, na génese deste crescimento.
Outra interessante observação que elucida bem a potência que é a China ao nível da mobilidade elétrica é o facto de no “top 20” dos principais fabricantes de veículos elétricos mundiais, nove têm a sua sede na China, quatro estão sedeados na Europa e três possuem o seu quartel-general nos EUA. Neste “top 20” estão ainda três construtores japoneses e um sul-coreano.
https://www.motor24.pt/sites/wattson/imperio-eletrico-comandado-pela-china/
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