A capacidade de comunicação deste governo é o seu maior triunfo, consegue manipular facilmente os portugueses, agora já consegue também manipular o Presidente, os comentadores e os jornalistas!
O governo diz que não pode cumprir a lei e contar o tempo de serviço dos professores por não ter dinheiro para pagar a actualização dos ordenados que essa contagem implica.
Acontece que os sindicatos dos professores sempre estiveram dispostos a negociar o reposicionamento salarial decorrente da contagem do tempo de serviço. o que os sindicatos não abdicam é dessa contagem por motivos de verdade e justiça, mesmo entre professores.
A contagem desses 9 anos de tempo de serviço não tem em si mesmo, qualquer consequência orçamental, a consequência orçamental seria na posterior recuperação dos salários mas essa parte os sindicatos estão dispostos a negociar.
O que os professores não estão dispostos a negociar é da contagem de quase uma década de serviço. Essa contagem é importante, mesmo que não implique qualquer valorização salarial, por motivos de verdade e justiça para evitar injustiças no futuro, como professores com menos tempo de serviço ultrapassar outros com mais 9 anos simplesmente porque esses 9 anos foram apagados...
A progressão nas carreiras dos professores tem 2 componentes: Tempo de serviço que é um critério objectivo e avaliação que é um critério menos objectivo. Por isso é que é tão importante contar todo o tempo de serviço para evitar que professores com menos tempo de serviço fiquem à frente, em pouco tempo, apenas porque tiveram melhores notas. As notas são importantes mas nem sempre são justas pelo que o tempo de serviço é uma forma de diminuir qualquer injustiça das avaliações.
https://comentariosdowilson.blogspot.com/2018/06/governo-conseguiu-enganar-todos-no-caso.html
sábado, 30 de junho de 2018
sexta-feira, 29 de junho de 2018
Medina é suspeito de ter combinado “jobs for the boys” com deputado do PSD
A Operação Tutti Frutti que levou à realização de buscas no PS e no PSD, por suspeitas de corrupção, chega a Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, que é investigado por, alegadamente, ter negociado a distribuição de “jobs for the boys” de PS e PSD com o deputado social-democrata Sérgio Azevedo.
Este é um dos dados que está em investigação no âmbito da Operação Tutti Frutti que levou a Polícia Judiciária a realizar buscas na Comissão Distrital de Lisboa do PSD e na Concelhia de Lisboa do PS, entre outras infraestruturas, nomeadamente autarquias, por todo o país.
A revista Sábado refere que os gabinetes de Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, e dos vereadores socialistas Manuel Salgado e Duarte Cordeiro, também foram alvo de buscas.
A PJ terá apreendido um contrato-programa entre a autarquia lisboeta e o clube Belenenses para a construção de um Rugby Park, bem como “cópias de despachos de nomeações e contratação de assessores externos”, refere a Sábado.
O Correio da Manhã acrescenta que Medina é suspeito de trocar com o deputado do PSD Sérgio Azevedo a distribuição de cargos para “boys” do PS em Juntas de Freguesia ganhas pelos sociais-democratas. Em contrapartida, os “boys” do PSD seriam colocados em Juntas de Freguesia lideradas pelo PS.
A Câmara de Lisboa assegura, em nota enviada ao jornal, que “é total e completamente falso que tenha havido alguma combinação” deste tipo.
Estes “jobs for the boys” seriam, quase sempre, “fictícios”, com os assessores destacados a receberem entre dois a três mil euros líquidos mensais, sem efectuarem qualquer tipo de serviço, como frisa o CM.
A PJ suspeita que o dinheiro desses ordenados seria colocado num “saco azul” para financiar outros esquemas dentro do partido.
Financiamento ilícito e adjudicações suspeitas
A investigação da Operação Tutti Frutti centra-se em suspeitas de corrupção passiva, tráfico de influências, participação económica em negócio e financiamento proibido.
Os sociais-democratas Luís Newton, presidente da Junta de Freguesia da Estrela, em Lisboa, e Carlos Reis, ex-líder da JSD Braga e conselheiro nacional do PSD, são os principais visados na investigação, sendo implicados sobretudo no crime de financiamento proibido, conforme nota o Observador.
A PJ suspeita que as campanhas eleitorais do PSD foram financiadas com dinheiro de origem ilegal. A ser investigadas estão ainda adjudicações de contratos públicos superiores a 1 milhão de euros efectuadas por Juntas de Freguesia de Lisboa a empresas de militantes do PSD.
O pagamento em massa de quotas de militantes do PSD, no âmbito das eleições internas do partido, também está a ser averiguado.
Neste momento, as autoridades estão certas de que os dirigentes nacionais do PSD não tinham conhecimento destas situações de alegado financiamento proibido.
A PJ também fez buscas na concelhia de Lisboa do PS e é provável que o mesmo tipo de suspeitas se arrastem para o lado dos socialistas.
https://zap.aeiou.pt/medina-suspeito-jobs-for-the-boys-208027
Este é um dos dados que está em investigação no âmbito da Operação Tutti Frutti que levou a Polícia Judiciária a realizar buscas na Comissão Distrital de Lisboa do PSD e na Concelhia de Lisboa do PS, entre outras infraestruturas, nomeadamente autarquias, por todo o país.
A revista Sábado refere que os gabinetes de Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, e dos vereadores socialistas Manuel Salgado e Duarte Cordeiro, também foram alvo de buscas.
A PJ terá apreendido um contrato-programa entre a autarquia lisboeta e o clube Belenenses para a construção de um Rugby Park, bem como “cópias de despachos de nomeações e contratação de assessores externos”, refere a Sábado.
O Correio da Manhã acrescenta que Medina é suspeito de trocar com o deputado do PSD Sérgio Azevedo a distribuição de cargos para “boys” do PS em Juntas de Freguesia ganhas pelos sociais-democratas. Em contrapartida, os “boys” do PSD seriam colocados em Juntas de Freguesia lideradas pelo PS.
A Câmara de Lisboa assegura, em nota enviada ao jornal, que “é total e completamente falso que tenha havido alguma combinação” deste tipo.
Estes “jobs for the boys” seriam, quase sempre, “fictícios”, com os assessores destacados a receberem entre dois a três mil euros líquidos mensais, sem efectuarem qualquer tipo de serviço, como frisa o CM.
A PJ suspeita que o dinheiro desses ordenados seria colocado num “saco azul” para financiar outros esquemas dentro do partido.
Financiamento ilícito e adjudicações suspeitas
A investigação da Operação Tutti Frutti centra-se em suspeitas de corrupção passiva, tráfico de influências, participação económica em negócio e financiamento proibido.
Os sociais-democratas Luís Newton, presidente da Junta de Freguesia da Estrela, em Lisboa, e Carlos Reis, ex-líder da JSD Braga e conselheiro nacional do PSD, são os principais visados na investigação, sendo implicados sobretudo no crime de financiamento proibido, conforme nota o Observador.
A PJ suspeita que as campanhas eleitorais do PSD foram financiadas com dinheiro de origem ilegal. A ser investigadas estão ainda adjudicações de contratos públicos superiores a 1 milhão de euros efectuadas por Juntas de Freguesia de Lisboa a empresas de militantes do PSD.
O pagamento em massa de quotas de militantes do PSD, no âmbito das eleições internas do partido, também está a ser averiguado.
Neste momento, as autoridades estão certas de que os dirigentes nacionais do PSD não tinham conhecimento destas situações de alegado financiamento proibido.
A PJ também fez buscas na concelhia de Lisboa do PS e é provável que o mesmo tipo de suspeitas se arrastem para o lado dos socialistas.
https://zap.aeiou.pt/medina-suspeito-jobs-for-the-boys-208027
quinta-feira, 28 de junho de 2018
Uma família portuguesa precisa de 150 anos para deixar de ser pobre
Uma família portuguesa de fracos recursos socioeconómicos pode demorar 150 anos até que os seus descendentes consigam alcançar um salário médio, revela um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre mobilidade social.
O relatório da OCDE, divulgado hoje, aponta que em Portugal a condição económica transmite-se “fortemente” de geração em geração.
“Tendo em conta a mobilidade de rendimentos de uma geração para a seguinte, bem como o nível de desigualdade salarial em Portugal, pode demorar cinco gerações para que as crianças de uma família na base da distribuição de rendimentos consigam um salário médio”, lê-se na avaliação sobre Portugal.
Os dados da OCDE mostram que em Portugal, 33% das pessoas concordam que a educação dos pais é importante para ser bem-sucedido na vida, uma percentagem ligeiramente inferior à média da OCDE, com 37%, ao mesmo tempo que muitos se revelaram pessimistas sobre as suas hipóteses de melhorarem a sua situação financeira.
“Apenas uma minoria (17%) esperava em 2015 que a sua situação económica melhorasse no ano seguinte e há uma preocupação em relação ao futuro dos descendentes”, diz a OCDE.
A instituição acrescenta que já em 2018 realizou um inquérito, “Riscos que contam”, em que 58% dos pais portugueses colocaram no top três das suas preocupações o risco dos filhos não alcançarem o nível económico e de conforto que eles já têm.
Na comparação com os restantes países analisados (Austrália, Brasil, Chile, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Coreia, México, Espanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos), Portugal surge como aquele onde a “mobilidade medida em termos de educação é menor”.
“Apesar das várias reformas para combater o absentismo escolar e reduzir o abandono escolar precoce, as hipóteses dos mais jovens terem uma carreira de sucesso depende fortemente da sua origem socioeconómica ou do nível de capital humano dos pais”, lê-se no relatório.
A mobilidade social não é distribuída uniformemente ao longo das gerações e em Portugal 24% dos filhos de pais com baixos rendimentos acabam também por ter baixos rendimentos. No lado oposto, 39% das crianças cujos pais têm rendimentos elevados crescem para também elas terem rendimentos elevados.
Por outro lado, relativamente ao tipo de ocupação, 55% das crianças filhas de pais trabalhadores manuais acabam com a mesma ocupação dos pais, contra 37% da média da OCDE. Ao mesmo tempo, os filhos de gestores têm cinco vezes mais probabilidades de serem também gestores.
Olhando para a mobilidade ao longo da vida, o fenómeno em Portugal é igualmente limitado, particularmente na base e no topo, sendo que entre os que estão nos 20% com rendimentos mais baixos há poucas hipóteses de subirem durante quatro anos e 67% acabam por nunca sair.
“No topo, a persistência é ainda maior e 69% dos 20% com rendimentos mais altos ficam lá durante um período de quatro anos”, diz a OCDE.
Para a organização, a falta de mobilidade na base pode estar relacionada com os níveis elevados de desemprego de longa duração e a segmentação do mercado laboral.
A OCDE refere que a falta de mobilidade social não é uma inevitabilidade e que há margem para políticas que aumentem a mobilidade entre gerações e ao longo da vida, deixando três objetivos: apoiar as crianças de meios desfavorecidos, assegurando uma boa educação pré-escolar, combater o desemprego de longa duração e aumentar o nível de qualificações através da educação para adultos.
O relatório pretende mostrar os prejuízos da fraca mobilidade social, em que as pessoas mais pobres, na base da escada remuneratória, têm poucas hipóteses de subir, da mesma maneira que os que estão no topo permanecem lá.
De acordo com a OCDE, isto tem consequências negativas tanto em termos sociais, como económicos e políticos, já que a falta de mobilidade social implica que muitos talentos não estejam a ser aproveitados, o que diminui o potencial crescimento económico, além de reduzir o bem-estar e a coesão social.
https://zap.aeiou.pt/familia-portuguesa-150-anos-deixar-pobre-206266
O relatório da OCDE, divulgado hoje, aponta que em Portugal a condição económica transmite-se “fortemente” de geração em geração.
“Tendo em conta a mobilidade de rendimentos de uma geração para a seguinte, bem como o nível de desigualdade salarial em Portugal, pode demorar cinco gerações para que as crianças de uma família na base da distribuição de rendimentos consigam um salário médio”, lê-se na avaliação sobre Portugal.
Os dados da OCDE mostram que em Portugal, 33% das pessoas concordam que a educação dos pais é importante para ser bem-sucedido na vida, uma percentagem ligeiramente inferior à média da OCDE, com 37%, ao mesmo tempo que muitos se revelaram pessimistas sobre as suas hipóteses de melhorarem a sua situação financeira.
“Apenas uma minoria (17%) esperava em 2015 que a sua situação económica melhorasse no ano seguinte e há uma preocupação em relação ao futuro dos descendentes”, diz a OCDE.
A instituição acrescenta que já em 2018 realizou um inquérito, “Riscos que contam”, em que 58% dos pais portugueses colocaram no top três das suas preocupações o risco dos filhos não alcançarem o nível económico e de conforto que eles já têm.
Na comparação com os restantes países analisados (Austrália, Brasil, Chile, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Coreia, México, Espanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos), Portugal surge como aquele onde a “mobilidade medida em termos de educação é menor”.
“Apesar das várias reformas para combater o absentismo escolar e reduzir o abandono escolar precoce, as hipóteses dos mais jovens terem uma carreira de sucesso depende fortemente da sua origem socioeconómica ou do nível de capital humano dos pais”, lê-se no relatório.
A mobilidade social não é distribuída uniformemente ao longo das gerações e em Portugal 24% dos filhos de pais com baixos rendimentos acabam também por ter baixos rendimentos. No lado oposto, 39% das crianças cujos pais têm rendimentos elevados crescem para também elas terem rendimentos elevados.
Por outro lado, relativamente ao tipo de ocupação, 55% das crianças filhas de pais trabalhadores manuais acabam com a mesma ocupação dos pais, contra 37% da média da OCDE. Ao mesmo tempo, os filhos de gestores têm cinco vezes mais probabilidades de serem também gestores.
Olhando para a mobilidade ao longo da vida, o fenómeno em Portugal é igualmente limitado, particularmente na base e no topo, sendo que entre os que estão nos 20% com rendimentos mais baixos há poucas hipóteses de subirem durante quatro anos e 67% acabam por nunca sair.
“No topo, a persistência é ainda maior e 69% dos 20% com rendimentos mais altos ficam lá durante um período de quatro anos”, diz a OCDE.
Para a organização, a falta de mobilidade na base pode estar relacionada com os níveis elevados de desemprego de longa duração e a segmentação do mercado laboral.
A OCDE refere que a falta de mobilidade social não é uma inevitabilidade e que há margem para políticas que aumentem a mobilidade entre gerações e ao longo da vida, deixando três objetivos: apoiar as crianças de meios desfavorecidos, assegurando uma boa educação pré-escolar, combater o desemprego de longa duração e aumentar o nível de qualificações através da educação para adultos.
O relatório pretende mostrar os prejuízos da fraca mobilidade social, em que as pessoas mais pobres, na base da escada remuneratória, têm poucas hipóteses de subir, da mesma maneira que os que estão no topo permanecem lá.
De acordo com a OCDE, isto tem consequências negativas tanto em termos sociais, como económicos e políticos, já que a falta de mobilidade social implica que muitos talentos não estejam a ser aproveitados, o que diminui o potencial crescimento económico, além de reduzir o bem-estar e a coesão social.
https://zap.aeiou.pt/familia-portuguesa-150-anos-deixar-pobre-206266
quarta-feira, 27 de junho de 2018
“Potencial injustiça”. Sociedade de Matemática arrasa exame de acesso ao Superior
Quase 50 mil alunos realizaram na segunda-feira o exame nacional de Matemática A. Descontente com a prova, a Sociedade Portuguesa de Matemática considerou o exame nacional “inadequado”, afirmando que a prova põe em causa a igualdade de acesso ao Ensino Superior.
Segundo a sociedade científica, a prova não colocou os alunos “em pé de igualdade” ao apresentar um enunciado único para dois currículos distintos da disciplina.
“A SPM considera não ter sido salvaguardado o interesse dos alunos por não terem sido elaboradas as duas provas que se impunham: uma para os alunos do atual programa e uma outra para os alunos repetentes, versando sobre o programa anterior”, explicou num comunicado citado pela Renascença.
A Sociedade Portuguesa de Matemática frisou ainda que “alertou com devido tempo para a inexequibilidade de uma prova única para ambos os grupos; é agora claro que a opção encontrada de apresentar itens em alternativa de acordo com cada um dos programas, antigo ou novo, se mostrou claramente inadequada, até em termos de critérios de correção”, defendeu a sociedade científica.
A prova de Matemática A deste ano tinha dois programas distintos num mesmo enunciado – o atualmente em vigor e o anterior a 2014. Para a SPM, eram necessários duas provas em separado, elaboradas de acordo com os conteúdos lecionados aos alunos de diferentes anos.
“No geral, esta prova não se adequa a nenhum dos dois programas nem tão pouco coloca todos os alunos em pé de igualdade”, defende a Sociedade, alertado que a prova pode criar uma “potencial injustiça” no acesso ao Ensino Superior.
“A SPM lamenta a situação criada para milhares de alunos e respetivos professores que, desta forma, não veem devidamente valorizados o trabalho e o esforço desenvolvidos durante três anos, tendo-se assim criado uma situação de incerteza e potencial injustiça em relação ao acesso ao ensino superior”, lê-se no comunicado.
Falta de informação e itens desequilibrados
A Sociedade criticou ainda o IAVE por não disponibilizar informação ao longo do ano letivo, limitando-se a “fornecer uma Informação Prova com contornos menos claros e que agora se verifica ter pouca correspondência com o exame”.
“Como consequência desta inédita falta de informação, os alunos – tanto do novo programa como do antigo – foram confrontados com uma prova que não traduz fielmente o trabalho realizado durante os três anos do ensino secundário”, aponta.
No comunicado lê-se ainda que “a tentativa de subordinar o enunciado a dois referenciais de avaliação distintos acabou por gerar itens desequilibrados, confusos e por vezes contraproducentes do ponto de vista pedagógico”.
A SPM ilustra que num exercício “os alunos do antigo programa poderiam responder a qualquer uma das alternativas apresentadas, ao passo que o novo programa apenas contempla uma delas”.
Segundo números do Júri Nacional de Exames, foram ontem a exame de Matemática A 44.707 alunos. Esta é uma das avaliações mais importantes para o acesso Superior, uma vez que é uma das provas de ingresso mais pedida pelas Universidades para aceder a cursos superiores científicos.
O desagrado da SPM surge depois da greve dos professores ter cancelado mais de 8 mil reuniões de avaliação, tendo deixado cerca de 36 mil alunos sem notas internas atribuídas. Também na semana passada, o secretário de Estado da Educação, João Costa, admitiu que a falta de notas pode condicionar o calendário de acesso ao Ensino Superior.
https://zap.aeiou.pt/exame-matematica-inadequado-potencial-de-injustica-acesso-superior-207647
Segundo a sociedade científica, a prova não colocou os alunos “em pé de igualdade” ao apresentar um enunciado único para dois currículos distintos da disciplina.
“A SPM considera não ter sido salvaguardado o interesse dos alunos por não terem sido elaboradas as duas provas que se impunham: uma para os alunos do atual programa e uma outra para os alunos repetentes, versando sobre o programa anterior”, explicou num comunicado citado pela Renascença.
A Sociedade Portuguesa de Matemática frisou ainda que “alertou com devido tempo para a inexequibilidade de uma prova única para ambos os grupos; é agora claro que a opção encontrada de apresentar itens em alternativa de acordo com cada um dos programas, antigo ou novo, se mostrou claramente inadequada, até em termos de critérios de correção”, defendeu a sociedade científica.
A prova de Matemática A deste ano tinha dois programas distintos num mesmo enunciado – o atualmente em vigor e o anterior a 2014. Para a SPM, eram necessários duas provas em separado, elaboradas de acordo com os conteúdos lecionados aos alunos de diferentes anos.
“No geral, esta prova não se adequa a nenhum dos dois programas nem tão pouco coloca todos os alunos em pé de igualdade”, defende a Sociedade, alertado que a prova pode criar uma “potencial injustiça” no acesso ao Ensino Superior.
“A SPM lamenta a situação criada para milhares de alunos e respetivos professores que, desta forma, não veem devidamente valorizados o trabalho e o esforço desenvolvidos durante três anos, tendo-se assim criado uma situação de incerteza e potencial injustiça em relação ao acesso ao ensino superior”, lê-se no comunicado.
Falta de informação e itens desequilibrados
A Sociedade criticou ainda o IAVE por não disponibilizar informação ao longo do ano letivo, limitando-se a “fornecer uma Informação Prova com contornos menos claros e que agora se verifica ter pouca correspondência com o exame”.
“Como consequência desta inédita falta de informação, os alunos – tanto do novo programa como do antigo – foram confrontados com uma prova que não traduz fielmente o trabalho realizado durante os três anos do ensino secundário”, aponta.
No comunicado lê-se ainda que “a tentativa de subordinar o enunciado a dois referenciais de avaliação distintos acabou por gerar itens desequilibrados, confusos e por vezes contraproducentes do ponto de vista pedagógico”.
A SPM ilustra que num exercício “os alunos do antigo programa poderiam responder a qualquer uma das alternativas apresentadas, ao passo que o novo programa apenas contempla uma delas”.
Segundo números do Júri Nacional de Exames, foram ontem a exame de Matemática A 44.707 alunos. Esta é uma das avaliações mais importantes para o acesso Superior, uma vez que é uma das provas de ingresso mais pedida pelas Universidades para aceder a cursos superiores científicos.
O desagrado da SPM surge depois da greve dos professores ter cancelado mais de 8 mil reuniões de avaliação, tendo deixado cerca de 36 mil alunos sem notas internas atribuídas. Também na semana passada, o secretário de Estado da Educação, João Costa, admitiu que a falta de notas pode condicionar o calendário de acesso ao Ensino Superior.
https://zap.aeiou.pt/exame-matematica-inadequado-potencial-de-injustica-acesso-superior-207647
segunda-feira, 25 de junho de 2018
Patrões admitem aceitar salário mínimo acima dos €600. "Vamos surpreender a sociedade"
Presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, adianta em entrevista ao "Jornal de Negócios" Discussão do salário mínimo nacional para 2019 pode trazer surpresas, diz António Saraiva
e Antena 1 que as confederações patronais estão a analisar a situação e em próximas discussões podem avançar com uma proposta para o salário mínimo nacional acima dos 600 euros admitidos pelo executivo de António Costa. Atualmente, o ordenado mínimo mensal é de 580 euros.
"Os 600 euros são a meta do Governo, mas provavelmente, se continuarmos neste desenvolvimento, nesta garantia de manutenção e nas alterações que desejamos produzir ao nível da melhoria dos factores de produção, então é possível que esse valor até possa vir a ser melhorado", afirma o patrão da indústria.
"Que o salário mínimo é baixo todos o reconhecemos. Que deve ser melhorado, todos os desejamos e por isso provavelmente as confederações patronais vão surpreender a sociedade portuguesa na próxima discussão" na Concertação Social, avisa o presidente da CIP.
António Saraiva, diz o Negócios, não quis revelar qualquer valor. Mas disse que "cada uma das confederações está a fazer o seu trabalho de casa", o que "implica vários sectores e regiões". "Pode haver uma surpresa e não ficarmos confinados a um valor de 600 euros."
António Saraiva disse ainda lamentar a percepção errada que há na sociedade portuguesa de que os patrões são contra o aumento do salário mínimo. Porém, defende que é necessário "indexar os salários à produtividade e ao crescimento económico"."Havendo essa indexação, os salários podem e devem subir", admite.
http://expresso.sapo.pt/economia/2018-06-23-Patroes-admitem-aceitar-salario-minimo-acima-dos-600.-Vamos-surpreender-a-sociedade#gs.RhvU5AU
e Antena 1 que as confederações patronais estão a analisar a situação e em próximas discussões podem avançar com uma proposta para o salário mínimo nacional acima dos 600 euros admitidos pelo executivo de António Costa. Atualmente, o ordenado mínimo mensal é de 580 euros.
"Os 600 euros são a meta do Governo, mas provavelmente, se continuarmos neste desenvolvimento, nesta garantia de manutenção e nas alterações que desejamos produzir ao nível da melhoria dos factores de produção, então é possível que esse valor até possa vir a ser melhorado", afirma o patrão da indústria.
"Que o salário mínimo é baixo todos o reconhecemos. Que deve ser melhorado, todos os desejamos e por isso provavelmente as confederações patronais vão surpreender a sociedade portuguesa na próxima discussão" na Concertação Social, avisa o presidente da CIP.
António Saraiva, diz o Negócios, não quis revelar qualquer valor. Mas disse que "cada uma das confederações está a fazer o seu trabalho de casa", o que "implica vários sectores e regiões". "Pode haver uma surpresa e não ficarmos confinados a um valor de 600 euros."
António Saraiva disse ainda lamentar a percepção errada que há na sociedade portuguesa de que os patrões são contra o aumento do salário mínimo. Porém, defende que é necessário "indexar os salários à produtividade e ao crescimento económico"."Havendo essa indexação, os salários podem e devem subir", admite.
http://expresso.sapo.pt/economia/2018-06-23-Patroes-admitem-aceitar-salario-minimo-acima-dos-600.-Vamos-surpreender-a-sociedade#gs.RhvU5AU
domingo, 24 de junho de 2018
Condutores do INEM multados por excesso de velocidade quando iam para emergência
Vários técnicos do INEM têm sido multados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária por excesso de velocidade quando estão em missão de socorro urgente.
O Jornal de Notícias conta, esta quinta-feira, o caso de um condutor de uma moto do serviço de emergência médica que foi multado em 300 euros, apreensão de carta durante dois a 24 meses e retirada de três pontos quando se encontrava em missão de socorro urgente.
O técnico do Instituto Nacional de Emergência Médica circulava a 139 quilómetros por hora numa mota de emergência, e a situação ocorreu no ano passado, no Algarve. No entanto, antes de ser notificado, António Barreto remeteu para a ANSR a declaração do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) a comprovar que circulava em emergência.
O técnico do INEM disse ao diário que esta situação “é revoltante e ridícula”. “Se vamos salvar vidas, não estamos preocupados com radares.” Pedro Moreira, presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Médica, sublinhou que estas queixas de multas “são diárias e acontecem de norte a sul do país”.
De acordo com o JN, “em abril, a ANSR determinou que os condutores dos veículos de socorro sejam identificados para serem notificados a pagar coima ou a apresentarem defesa por escrito. O INEM comprovava a emergência médica e pedia arquivamento”.
Mas, segundo o Correio da Manhã, apesar de o INEM identificar o condutor do veículo e enviar a justificação de emergência, a ANSR tem ignorado a situação.
https://zap.aeiou.pt/condutor-inem-multado-206042
O Jornal de Notícias conta, esta quinta-feira, o caso de um condutor de uma moto do serviço de emergência médica que foi multado em 300 euros, apreensão de carta durante dois a 24 meses e retirada de três pontos quando se encontrava em missão de socorro urgente.
O técnico do Instituto Nacional de Emergência Médica circulava a 139 quilómetros por hora numa mota de emergência, e a situação ocorreu no ano passado, no Algarve. No entanto, antes de ser notificado, António Barreto remeteu para a ANSR a declaração do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) a comprovar que circulava em emergência.
O técnico do INEM disse ao diário que esta situação “é revoltante e ridícula”. “Se vamos salvar vidas, não estamos preocupados com radares.” Pedro Moreira, presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Médica, sublinhou que estas queixas de multas “são diárias e acontecem de norte a sul do país”.
De acordo com o JN, “em abril, a ANSR determinou que os condutores dos veículos de socorro sejam identificados para serem notificados a pagar coima ou a apresentarem defesa por escrito. O INEM comprovava a emergência médica e pedia arquivamento”.
Mas, segundo o Correio da Manhã, apesar de o INEM identificar o condutor do veículo e enviar a justificação de emergência, a ANSR tem ignorado a situação.
https://zap.aeiou.pt/condutor-inem-multado-206042
sábado, 23 de junho de 2018
Sete universidades portuguesas estão na lista das melhores do mundo
á sete universidades portuguesas entre as melhores do mundo, de acordo com o QS World University Rankings de 2019, divulgado esta quarta-feira. Duas dessas universidades – a do Porto e a de Lisboa – mantêm-se entre as 400 melhores mas com uma pontuação mais baixa.
As universidades do Porto, de Lisboa, a Nova de Lisboa, de Coimbra, de Aveiro, do Minho e a Católica Portuguesa de Lisboa são as sete instituições nacionais de ensino superior que surgem entre as melhores universidades do ranking da QS, tida como a maior rede internacional de ensino superior e que publica vários rankings ao longo do ano. Esta nova ordenação classifica as mil melhores universidades de 85 países diferentes, contando com uma análise de mais de 4500 instituições.
A Universidade do Porto (328º lugar) e a Universidade de Lisboa (355º) são as duas que se mantêm entre as 400 melhores, ainda que tenham descido algumas posições (ocupavam a 301ª e 305ª em 2018, respetivamente). De acordo com a QS, quatro das sete instituições apresentaram uma queda.
“As quedas registadas pelas instituições portuguesas ocorrem principalmente devido à deterioração da sua classificação no indicador de reputação entre empregadores”, explica a entidade responsável por este ranking. Este indicador demonstra as perceções de mais de 42 mil empregadores em todos o mundo sobre a qualidade dos graduados de uma instituição.
A “crescente pressão” sobre o corpo docente das universidades “também é evidente” nos resultados deste ano. “O indicador de proporção de professores/alunos, que fornece informações sobre o tamanho das turmas nas universidades presentes nos rankings, fez cinco das sete universidades receberem uma pontuação mais baixa.” Em média, há 14 alunos por professor, o que fica abaixo da média de 12 alunos por docente na Europa Ocidental.
Já os indicadores da reputação académica e do impacto da investigação registam melhorias. Cinco das sete universidades portuguesas melhoraram no número de citações académicas, que mede até que ponto a investigação é valorizada pela comunidade de ensino superior, com explica a QS.
ESTADOS UNIDOS MANTÊM-SE NO TOPO
Nos primeiros lugares do ranking mundial continuam a estar quatro instituições académicas dos Estados Unidos. Em primeiro lugar mantém-se o MIT (Massachussetts Institute of Technology) que lidera a lista há sete anos. A Universidade de Stanford (2.º), a de Harvard (3.º) e a Caltech (California Institute of Technology) ocupam as posições seguintes. As duas rivais no Reino Unido, a Universidade de Oxford (5º) e a de Cambridge (6.º), trocaram de lugar pela primeira vez: Oxford subiu uma posição e Cambridge desceu em relação ao ranking anterior.
Já na Ásia, é em Singapura que ficam as duas melhores universidades: a Universidade Nacional de Singapura (11ª) e a Nanyang Technological University (12.º).
http://expresso.sapo.pt/sociedade/2018-06-06-Sete-universidades-portuguesas-estao-na-lista-das-melhores-do-mundo#gs.udU7myg
As universidades do Porto, de Lisboa, a Nova de Lisboa, de Coimbra, de Aveiro, do Minho e a Católica Portuguesa de Lisboa são as sete instituições nacionais de ensino superior que surgem entre as melhores universidades do ranking da QS, tida como a maior rede internacional de ensino superior e que publica vários rankings ao longo do ano. Esta nova ordenação classifica as mil melhores universidades de 85 países diferentes, contando com uma análise de mais de 4500 instituições.
A Universidade do Porto (328º lugar) e a Universidade de Lisboa (355º) são as duas que se mantêm entre as 400 melhores, ainda que tenham descido algumas posições (ocupavam a 301ª e 305ª em 2018, respetivamente). De acordo com a QS, quatro das sete instituições apresentaram uma queda.
“As quedas registadas pelas instituições portuguesas ocorrem principalmente devido à deterioração da sua classificação no indicador de reputação entre empregadores”, explica a entidade responsável por este ranking. Este indicador demonstra as perceções de mais de 42 mil empregadores em todos o mundo sobre a qualidade dos graduados de uma instituição.
A “crescente pressão” sobre o corpo docente das universidades “também é evidente” nos resultados deste ano. “O indicador de proporção de professores/alunos, que fornece informações sobre o tamanho das turmas nas universidades presentes nos rankings, fez cinco das sete universidades receberem uma pontuação mais baixa.” Em média, há 14 alunos por professor, o que fica abaixo da média de 12 alunos por docente na Europa Ocidental.
Já os indicadores da reputação académica e do impacto da investigação registam melhorias. Cinco das sete universidades portuguesas melhoraram no número de citações académicas, que mede até que ponto a investigação é valorizada pela comunidade de ensino superior, com explica a QS.
ESTADOS UNIDOS MANTÊM-SE NO TOPO
Nos primeiros lugares do ranking mundial continuam a estar quatro instituições académicas dos Estados Unidos. Em primeiro lugar mantém-se o MIT (Massachussetts Institute of Technology) que lidera a lista há sete anos. A Universidade de Stanford (2.º), a de Harvard (3.º) e a Caltech (California Institute of Technology) ocupam as posições seguintes. As duas rivais no Reino Unido, a Universidade de Oxford (5º) e a de Cambridge (6.º), trocaram de lugar pela primeira vez: Oxford subiu uma posição e Cambridge desceu em relação ao ranking anterior.
Já na Ásia, é em Singapura que ficam as duas melhores universidades: a Universidade Nacional de Singapura (11ª) e a Nanyang Technological University (12.º).
http://expresso.sapo.pt/sociedade/2018-06-06-Sete-universidades-portuguesas-estao-na-lista-das-melhores-do-mundo#gs.udU7myg
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