António Costa anunciou, durante o congresso do PS, que a aposta no regresso dos jovens emigrantes será “uma das prioridades” para o próximo Orçamento do Estado. Uma novidade que choca com a posição que assumiu, quando estava na oposição, de forte crítica ao programa lançado pelo Governo de Passos Coelho com o mesmo objectivo.
O programa VEM – Valorização do Empreendedorismo Emigrante – foi lançado com pompa e circunstância pelo governo de Passos Coelho em Março de 2015, mas “desapareceu em 2016 quase sem deixar rasto”, atesta o Diário de Notícias.
O Governo de António Costa deixou cair o programa, isto depois de o actual primeiro-ministro ter sido muito crítico relativamente à medida quando estava na oposição.
Mas agora, o líder socialista apresenta como grande “prioridade” do seu Governo para o Orçamento de Estado para 2019 a aposta em “criar condições únicas e extraordinárias” para promover o regresso dos jovens que se viram obrigados a emigrar.
Na prática, Costa recupera o programa de Passos Coelho que tanto criticou, embora provavelmente com moldes diferentes que ainda não são conhecidos.
O Diário de Notícias avança que o VEM engendrado pelo anterior Governo social-democrata “era lento e atingia poucos jovens”.
Enquanto esteve em vigor, o VEM teve um investimento de 381 mil euros, abrangendo “21 projectos”, dos quais apenas dois “não se concretizaram (um por impossibilidade na atribuição do visto da Venezuela para Portugal e outro por desentendimento entre os potenciais sócios)”, frisa o DN com base em dados do Governo.
O programa atingiu apenas 35 pessoas.
https://zap.aeiou.pt/costa-aposta-programa-passos-204181
quarta-feira, 30 de maio de 2018
terça-feira, 29 de maio de 2018
Cientistas descobriram quando e como o sol vai morrer – e será épico
Como é que o Sol vai ficar depois de morrer? Um grupo de cientistas de vários países publicou novas previsões de como o nosso Sistema Solar será nessas alturas e de quando é que isso vai acontecer.
A forma mais provável que o sistema assumirá é a de uma nebulosa planetária, uma bolha de gás e poeira luminosa. O sol tem cerca de 4,6 mil milhões de anos, e os astrónomos acreditam que ainda vai existir por mais 10 mil milhões.
Antes de o Sol morrer, porém, muita coisa vai acontecer. Em cerca de 5 mil milhões de anos, a estrela vai-se transformar numa gigante vermelha. O seu centro vai encolher e as suas camadas externas vão se expandir, engolindo o nosso planeta. Isto é, se ainda estiver aqui.
Uma coisa é certa: até lá, certamente não estaremos neste planeta. A humanidade só poderia viver na Terra por mais mil milhões de anos, porque o sol aumenta a libertação de calor em 10% a cada mil milhões de anos. Isso pode não parecer muito, mas o aumento do calor vai acabar com a vida na Terra. Os nossos oceanos vão evaporar e a superfície vai ficar muito quente para a água se formar.
O que acontece depois de o sol se tornar uma gigante vermelha ainda é um mistério. Vários estudos anteriores mostraram que para uma nebulosa planetária se formar, a estrela inicial precisa de ter o dobro da massa do sol.
O modelo de computador criado pelo grupo de cientistas mostra que o nosso sol provavelmente vai deixar de ser uma gigante vermelha e vai se tornar uma anã branca e depois terminar como uma nebulosa planetária.
“Quando a estrela morre, ejeta uma massa de gás e poeira – conhecida como envelope – para o espaço. O envelope pode ter metade da massa da estrela. Isso revela o centro da estrela, que nesse ponto está a ficar sem combustível e ‘desliga-se’ antes de finalmente morrer”, explica o astrofísico Albert Zijlstra, da Universidade de Manchester, no Reino Unido, um dos autores do artigo publicado na segunda-feira na revista Nature Astronomy.
“Só então o centro quente faz o envelope ejetado brilhar por cerca de 10 mil anos, um período muito breve do ponto de vista da astronomia. Isso faz a nebulosa planetária visível. Algumas são tão brilhantes que podem ser vistas de muito longe, de até milhões de anos-luz, onde a própria estrela provavelmente nem seria vista.”
O modelo criado pela equipa prevê o ciclo da vida de vários tipos de estrelas para descobrir a intensidade do brilho da nebulosa planetária associada a diferentes massas estelares. Segundo o modelo, o sol está no limite mínimo de massa entre as estrelas que podem produzir nebulosas visíveis.
https://zap.aeiou.pt/sol-vai-morrer-sera-epico-201825
A forma mais provável que o sistema assumirá é a de uma nebulosa planetária, uma bolha de gás e poeira luminosa. O sol tem cerca de 4,6 mil milhões de anos, e os astrónomos acreditam que ainda vai existir por mais 10 mil milhões.
Antes de o Sol morrer, porém, muita coisa vai acontecer. Em cerca de 5 mil milhões de anos, a estrela vai-se transformar numa gigante vermelha. O seu centro vai encolher e as suas camadas externas vão se expandir, engolindo o nosso planeta. Isto é, se ainda estiver aqui.
Uma coisa é certa: até lá, certamente não estaremos neste planeta. A humanidade só poderia viver na Terra por mais mil milhões de anos, porque o sol aumenta a libertação de calor em 10% a cada mil milhões de anos. Isso pode não parecer muito, mas o aumento do calor vai acabar com a vida na Terra. Os nossos oceanos vão evaporar e a superfície vai ficar muito quente para a água se formar.
O que acontece depois de o sol se tornar uma gigante vermelha ainda é um mistério. Vários estudos anteriores mostraram que para uma nebulosa planetária se formar, a estrela inicial precisa de ter o dobro da massa do sol.
O modelo de computador criado pelo grupo de cientistas mostra que o nosso sol provavelmente vai deixar de ser uma gigante vermelha e vai se tornar uma anã branca e depois terminar como uma nebulosa planetária.
“Quando a estrela morre, ejeta uma massa de gás e poeira – conhecida como envelope – para o espaço. O envelope pode ter metade da massa da estrela. Isso revela o centro da estrela, que nesse ponto está a ficar sem combustível e ‘desliga-se’ antes de finalmente morrer”, explica o astrofísico Albert Zijlstra, da Universidade de Manchester, no Reino Unido, um dos autores do artigo publicado na segunda-feira na revista Nature Astronomy.
“Só então o centro quente faz o envelope ejetado brilhar por cerca de 10 mil anos, um período muito breve do ponto de vista da astronomia. Isso faz a nebulosa planetária visível. Algumas são tão brilhantes que podem ser vistas de muito longe, de até milhões de anos-luz, onde a própria estrela provavelmente nem seria vista.”
O modelo criado pela equipa prevê o ciclo da vida de vários tipos de estrelas para descobrir a intensidade do brilho da nebulosa planetária associada a diferentes massas estelares. Segundo o modelo, o sol está no limite mínimo de massa entre as estrelas que podem produzir nebulosas visíveis.
https://zap.aeiou.pt/sol-vai-morrer-sera-epico-201825
segunda-feira, 28 de maio de 2018
“estamos pior do que na troika” afirma investigadora
Elvira Fortunato conseguiu bolsa europeia, mas não consegue gastar o dinheiro. “Estão a matar a investigação”
“Não conseguimos comprar coisas simples como computadores para o nosso pessoal trabalhar”. Elvira Fortunato é categórica na hora de criticar as alterações ao Código dos Contratos Públicos (CCP), promovidas pelo Ministério do Planeamento desde 1 de janeiro. “Está a matar a investigação, nunca estivemos tão mal nem com a troika”, disse hoje ao Dinheiro Vivo.
A investigadora que dirige o Centro de Investigação de Materiais (CENIMAT) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, ganhou a maior bolsa avançada de sempre atribuída a Portugal pelo Conselho Europeu de Investigação. “São 3,5 milhões de euros de fundos europeus que não consigo usar devido a estas regras”.
https://www.dinheirovivo.pt/buzz/investigadora-com-bolsa-de-35-milhoes-estamos-pior-do-que-na-troika/
“Não conseguimos comprar coisas simples como computadores para o nosso pessoal trabalhar”. Elvira Fortunato é categórica na hora de criticar as alterações ao Código dos Contratos Públicos (CCP), promovidas pelo Ministério do Planeamento desde 1 de janeiro. “Está a matar a investigação, nunca estivemos tão mal nem com a troika”, disse hoje ao Dinheiro Vivo.
A investigadora que dirige o Centro de Investigação de Materiais (CENIMAT) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, ganhou a maior bolsa avançada de sempre atribuída a Portugal pelo Conselho Europeu de Investigação. “São 3,5 milhões de euros de fundos europeus que não consigo usar devido a estas regras”.
https://www.dinheirovivo.pt/buzz/investigadora-com-bolsa-de-35-milhoes-estamos-pior-do-que-na-troika/
domingo, 27 de maio de 2018
Nunca houve tantos trabalhadores a ganhar 3 mil euros em Portugal
O número de trabalhadores a receber pelo menos 3 mil euros líquidos mensais subiu 30% no primeiro trimestre de 2018, para 37,5 mil pessoas.
O número de trabalhadores a receber, pelo menos, 3 mil euros líquidos mensais subiu 30% no primeiro trimestre de 2018, comparativamente ao período homólogo do ano passado, para 37,5 mil pessoas, e atingiu o valor mais alto das séries do Instituto Nacional de Estatística (INE), conforme lembra o “Jornal de Notícias” desta quinta-feira.
Os cálculos apresentados no JN mostram que, ainda assim, há 870 mil funcionários precários, um valor que já só representa 21,7% do total de empregados. O número de precários está a diminuir há dois trimestres, tal como assinala o diário através dos dados do INE.
A taxa de desemprego caiu para 7,9% no primeiro trimestre do ano, menos 0,2 pontos percentuais do que no trimestre anterior. Os dados divulgados esta quarta-feira pelo INE mostram que a população desempregada foi de 410,1 mil pessoas, o que corresponde a uma queda de 2,8% face aos três meses anteriores.
Em comparação com igual período do ano passado, verificou-se uma diminuição de 21,7% no número de pessoas inscritas no Centro de Emprego. Ou seja, em termos homólogos verificou-se uma diminuição de 113,8 mil desempregados. A taxa de desemprego nos três primeiros meses do ano foi a mais baixa em quase uma década.
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/nunca-houve-tantos-trabalhadores-a-ganhar-3-mil-euros-em-portugal-304438
O número de trabalhadores a receber, pelo menos, 3 mil euros líquidos mensais subiu 30% no primeiro trimestre de 2018, comparativamente ao período homólogo do ano passado, para 37,5 mil pessoas, e atingiu o valor mais alto das séries do Instituto Nacional de Estatística (INE), conforme lembra o “Jornal de Notícias” desta quinta-feira.
Os cálculos apresentados no JN mostram que, ainda assim, há 870 mil funcionários precários, um valor que já só representa 21,7% do total de empregados. O número de precários está a diminuir há dois trimestres, tal como assinala o diário através dos dados do INE.
A taxa de desemprego caiu para 7,9% no primeiro trimestre do ano, menos 0,2 pontos percentuais do que no trimestre anterior. Os dados divulgados esta quarta-feira pelo INE mostram que a população desempregada foi de 410,1 mil pessoas, o que corresponde a uma queda de 2,8% face aos três meses anteriores.
Em comparação com igual período do ano passado, verificou-se uma diminuição de 21,7% no número de pessoas inscritas no Centro de Emprego. Ou seja, em termos homólogos verificou-se uma diminuição de 113,8 mil desempregados. A taxa de desemprego nos três primeiros meses do ano foi a mais baixa em quase uma década.
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/nunca-houve-tantos-trabalhadores-a-ganhar-3-mil-euros-em-portugal-304438
sexta-feira, 25 de maio de 2018
Justiça tem buraco de 274 milhões de euros (e não há dinheiro para o resolver)
Há um buraco de, pelo menos, 274,5 milhões de euros nas contas da Justiça que se arrasta desde há uma década, devido a operações financeiras realizadas durante o Governo de Sócrates. E não há disponibilidade de verbas para o saldar.
Esta dívida reporta-se às contas do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ), o órgão que gere os recursos da Justiça, cujo buraco financeiro se arrasta desde há cerca de 10 anos, apurou o Público.
O jornal revela que, actualmente, a dívida se situa nos 274,5 milhões de euros, depois de ter chegado a ser de mais de 326 milhões.
Este “buraco” deve-se ao “facto de o instituto ter usado em 2008 e 2009 dinheiro, que tinha sob a sua alçada e estava à guarda de processos judiciais, como se fossem receitas extraordinárias“, explica o Público.
https://zap.aeiou.pt/justica-buraco-274-milhoes-201778
Esta dívida reporta-se às contas do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ), o órgão que gere os recursos da Justiça, cujo buraco financeiro se arrasta desde há cerca de 10 anos, apurou o Público.
O jornal revela que, actualmente, a dívida se situa nos 274,5 milhões de euros, depois de ter chegado a ser de mais de 326 milhões.
Este “buraco” deve-se ao “facto de o instituto ter usado em 2008 e 2009 dinheiro, que tinha sob a sua alçada e estava à guarda de processos judiciais, como se fossem receitas extraordinárias“, explica o Público.
https://zap.aeiou.pt/justica-buraco-274-milhoes-201778
quarta-feira, 23 de maio de 2018
Proposta do PS sobre a habitação suspende despejos já em curso
O PS avançou com uma proposta de alteração ao seu próprio projeto. A medida abrange inquilinos com mais de 65 anos ou com grau de incapacidade igual ou superior a 60% desde que residam há mais de 15 anos no imóvel.
A proposta do PS sobre a habitação, que vai hoje a votos no grupo de trabalho parlamentar, impede os senhorios de avançar com novos despejos até que esteja em vigor o novo quadro jurídico do arrendamento. Além disso, trava os despejos já em curso.
A proposta de alteração prevê um novo artigo relativo à “suspensão de procedimento especial de despejo” (no balcão nacional de arrendamento) e “ação de despejo” (em processo judicial).
O documento estabelece ainda que em ambas as situações ou na “sequência de oposição do senhorio à renovação” o juiz competente determina “a suspensão da respetiva tramitação no balcão nacional do arrendamento ou a suspensão da instância”.
Segundo o Diário de Notícias, há três exceções ao congelamento de processos de despejo em curso: quando o contrato já tenha sido extinto por decisão judicial transitada em julgado; quando tenha sido emitida decisão de desocupação do locado; ou quando tenha havido lugar a pagamento de indemnização. Esta última não é definitiva, pois o arrendatário pode renunciar à indemnização, dentro do prazo legal.
A suspensão aplica-se aos despejos que tenham fundamento na “demolição ou realização de obra de remodelação ou restauro” e “mediante comunicação ao arrendatário com antecedência não inferior a dois anos”.
Esta proposta de alteração dos socialistas determina que este regime extraordinário estará em vigor até ao final do ano, podendo o prazo de vigência ser encurtado se antes entrar em vigor o diploma do Governo que altera o regime de arrendamento urbano e que prevê que os inquilinos com mais de 65 anos ou incapacidade superior a 60% não podem ser despejados, desde que residam há 25 anos no imóvel.
O PCP também avançou com uma proposta de alteração que visa alargar a moratória aos contratos de arrendamento não habitacional.
Esta tarde, vão a votos o projeto do PS e um segundo, do Bloco, que tem o mesmo objetivo mas de âmbito mais alargado, já que suspende os prazos quer dos despejos quer da livre resolução de contratos pelos senhorios, mas abarcando todos os contratos de arrendamento, adianta o DN.
Se algum dos projetos for aprovado, irá a votos em plenário na próxima semana.
https://zap.aeiou.pt/proposta-ps-suspende-despejos-203480
A proposta do PS sobre a habitação, que vai hoje a votos no grupo de trabalho parlamentar, impede os senhorios de avançar com novos despejos até que esteja em vigor o novo quadro jurídico do arrendamento. Além disso, trava os despejos já em curso.
A proposta de alteração prevê um novo artigo relativo à “suspensão de procedimento especial de despejo” (no balcão nacional de arrendamento) e “ação de despejo” (em processo judicial).
O documento estabelece ainda que em ambas as situações ou na “sequência de oposição do senhorio à renovação” o juiz competente determina “a suspensão da respetiva tramitação no balcão nacional do arrendamento ou a suspensão da instância”.
Segundo o Diário de Notícias, há três exceções ao congelamento de processos de despejo em curso: quando o contrato já tenha sido extinto por decisão judicial transitada em julgado; quando tenha sido emitida decisão de desocupação do locado; ou quando tenha havido lugar a pagamento de indemnização. Esta última não é definitiva, pois o arrendatário pode renunciar à indemnização, dentro do prazo legal.
A suspensão aplica-se aos despejos que tenham fundamento na “demolição ou realização de obra de remodelação ou restauro” e “mediante comunicação ao arrendatário com antecedência não inferior a dois anos”.
Esta proposta de alteração dos socialistas determina que este regime extraordinário estará em vigor até ao final do ano, podendo o prazo de vigência ser encurtado se antes entrar em vigor o diploma do Governo que altera o regime de arrendamento urbano e que prevê que os inquilinos com mais de 65 anos ou incapacidade superior a 60% não podem ser despejados, desde que residam há 25 anos no imóvel.
O PCP também avançou com uma proposta de alteração que visa alargar a moratória aos contratos de arrendamento não habitacional.
Esta tarde, vão a votos o projeto do PS e um segundo, do Bloco, que tem o mesmo objetivo mas de âmbito mais alargado, já que suspende os prazos quer dos despejos quer da livre resolução de contratos pelos senhorios, mas abarcando todos os contratos de arrendamento, adianta o DN.
Se algum dos projetos for aprovado, irá a votos em plenário na próxima semana.
https://zap.aeiou.pt/proposta-ps-suspende-despejos-203480
Secretária acumulou fortuna sem ninguém saber e deixou tudo para bolsas de estudo
Funcionária de escritório de advogados acumula fortuna ao longo de mais de sessenta anos. Só a leitura do testamento revelou os milhões arrecadados
Durante 67 anos, Sylvia Bloom foi uma discreta e exemplar secretária de um escritório de advogados nova-iorquino. Reformou-se aos 96 anos e morreu pouco tempo depois, em 2016. A maior surpresa da sua vida pacata aconteceu na leitura do testamento.
Ao longo dos anos, a secretária tinha acumulada uma fortuna de quase 9 milhões de euros, sem que ninguém, nem os parentes e amigos mais próximos, tivesse dado por isso. Na altura em que começou a trabalhar, uma pessoa com a sua função tratava da vida toda do patrão, pessoal e profissional. Isso implicava comprar flores para a mulher do chefe no dia do aniversário de casamento, mas também dar ordem de aquisição de ações. Ora Sylvia observava as opções financeiras dos advogados e imitava-as, embora numa escala menor, à medida do seu salário de secretária.
Grão a grão, a americana foi amealhando uma pequena fortuna, espalhada em três corretores e onze bancos. A surpresa, revelada agora pelo jornal New York Times não ficou por aqui. Dos quase 9 milhões, perto de seis destinaram-se a obras sociais e os restantes três aos familiares mais próximos. Sem escolher a organização merecedora da doação, Sylvia Bloom deixou, no entanto, instruções para que a sua herança servisse para apoiar o estudo de jovens carenciados.
E foi assim que a maior doação individual, em 125 anos de história da organização filantrópica Henry Street Settlement (em Lower East Side, que apoia a educação, a arte e a saúde) veio de uma perfeita desconhecida em vez de sair das contas de um milionário badalado nas colunas sociais.
http://visao.sapo.pt/actualidade/mundo/2018-05-07-Secretaria-acumulou-fortuna-sem-ninguem-saber-e-deixou-tudo-para-bolsas-de-estudo
Durante 67 anos, Sylvia Bloom foi uma discreta e exemplar secretária de um escritório de advogados nova-iorquino. Reformou-se aos 96 anos e morreu pouco tempo depois, em 2016. A maior surpresa da sua vida pacata aconteceu na leitura do testamento.
Ao longo dos anos, a secretária tinha acumulada uma fortuna de quase 9 milhões de euros, sem que ninguém, nem os parentes e amigos mais próximos, tivesse dado por isso. Na altura em que começou a trabalhar, uma pessoa com a sua função tratava da vida toda do patrão, pessoal e profissional. Isso implicava comprar flores para a mulher do chefe no dia do aniversário de casamento, mas também dar ordem de aquisição de ações. Ora Sylvia observava as opções financeiras dos advogados e imitava-as, embora numa escala menor, à medida do seu salário de secretária.
Grão a grão, a americana foi amealhando uma pequena fortuna, espalhada em três corretores e onze bancos. A surpresa, revelada agora pelo jornal New York Times não ficou por aqui. Dos quase 9 milhões, perto de seis destinaram-se a obras sociais e os restantes três aos familiares mais próximos. Sem escolher a organização merecedora da doação, Sylvia Bloom deixou, no entanto, instruções para que a sua herança servisse para apoiar o estudo de jovens carenciados.
E foi assim que a maior doação individual, em 125 anos de história da organização filantrópica Henry Street Settlement (em Lower East Side, que apoia a educação, a arte e a saúde) veio de uma perfeita desconhecida em vez de sair das contas de um milionário badalado nas colunas sociais.
http://visao.sapo.pt/actualidade/mundo/2018-05-07-Secretaria-acumulou-fortuna-sem-ninguem-saber-e-deixou-tudo-para-bolsas-de-estudo
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