sexta-feira, 4 de maio de 2018

Novas baterias de lítio chegam daqui a cinco anos e têm autoria portuguesa

Portugal vai ocupar um lugar privilegiado na revolução em curso no sistema de captação, armazenamento e utilização da energia. E não só porque tem uma das maiores reservas mundiais daquele mineral. Quem é o diz é Helena Braga, que está entre as peças chave dessa revolução.

John Bannister Goodenough é um homem muito alto. Tem 95 anos de idade, um sorriso rasgado e uma gargalhada contagiante - porque é demorada, sonora, enfática. Reservaram-lhe uma cadeira de rodas para se deslocar até à Sala de Actos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), onde decorreu uma palestra sobre o futuro do armazenamento de energia, e na qual ele era o convidado especial. Mas ele dispensou-a, e veio pelo próprio pé, agarrado a uma pequena bengala e muito sorridente. John Goodenough não é só grande na compleição. No currículo, sobretudo, é um gigante, repetidas vezes considerado pela academia sueca quando chega a época do Nobel para a área de Física. É considerado o pai das baterias de iões de lítio, a invenção do início dos anos 90 que revolucionou o mundo da tecnologia, e o dia-a-dia de hoje, com gadgets e equipamentos electrónicos a funcionar sem fios, em todo o lado, através de baterias recarregáveis. E por isso já recebeu vários prémios e comendas internacionais.

Goodenough é professor na Universidade de Austin, no Texas, e recusa reformar-se. Continua a ir trabalhar todos os dias e a liderar uma equipa de investigadoras para a qual requisitou Helena Braga, a professora da FEUP, que, naquela palestra fazia uma espécie de honras das casa, apesar de actualmente estar em sabática para poder continuar a investigação que ali iniciou no Texas. Estavam ambos em Portugal para falar do futuro das baterias e da forma de armazenar energia. Goodenough já viveu muito, e prepara-se para viver o tempo suficiente para deixar a sua marca numa outra revolução que, de novo, irá ter impactos globais: a do armazenamento de energia e da mobilidade eléctrica.

O criador da bateria de iões de lítio sabe o que é que o mercado necessita para que a mobilidade eléctrica tenha o impulso que já ninguém se atreve a negar que é tão desejável quanto necessário. “Já há cidades no mundo onde não se consegue respirar. O mundo já está preparado para entrar numa era de pós-carbonização”, afirmou. “Já sabemos como transformar o sol e o vento em energia, mas ainda não aprendemos a armazená-la com eficácia. É isso que nós queremos descobrir. Obrigada por me terem emprestado a Helena Braga para descobrirmos esse caminho”, dizia ele sorridente à plateia, que lotou a sala.

Na verdade, o caminho está mais ou menos descoberto. E foi Helena Braga, quando se lembrou de “solidificar” o electrólito que permite funcionar as baterias de iões de lítio, quem o identificou. Foi em 2014 que a investigadora, agora com 46 anos, fez a primeira publicação sobre a tecnologia de electrólitos de vidro. A primeira patente foi assinada por ela, e por Jorge Ferreira, do Laboratório Nacional de Engenhara e Geologia (LNEG). As outras seis, já foram patentes americanas, com a Universidade do Texas ao barulho. Mas Maria Helena Braga está em todas.

Um electrólito de vidro
As baterias de iões de lítio que ainda hoje são usadas, e que John Goodenough ajudou a inventar já nos anos 80 do século passado, usam electrólitos líquidos para transportar os iões de lítio entre o ânodo (o lado negativo da bateria) e o cátodo (o lado positivo da bateria). Se uma célula de bateria é carregada muito rapidamente, pode causar dendritos, causando um curto-circuito que pode levar a explosões e incêndios - porque o líquido do electrólito é inflamável. É preciso revestir cada uma das células das baterias, estas tornam-se pesadas e espaçosas. Por isso as baterias dos automóveis da Tesla, por exemplo, o fabricante que decidiu avançar com a tecnologia existente, são desmesuradas e ocupam um espaço tão importante nos carros. A bateria de 85kWh da Tesla consiste num gigante de 16 módulos de 444 células cada - o que dá um total de mais de 7100 células para uma autonomia ainda considerada insuficiente para muitos.

A descoberta de Helena Braga mudou não só o electrólito, substituindo o líquido pelo vidro, como mudou a arquitectura da bateria. E as três arquitecturas diferentes em que está a trabalhar - e todas patenteadas - têm em comum o facto de o electrólito não ser inflamável, ser um bom condutor de iões de lítio e de sódio (esta é outra importante novidade: vai ser possível fazer baterias não só com lítio, mas também com sódio, mineral muito mais fácil de extrair através da dessalinização da água do mar, por exemplo), de ser mais leve e de não usar materiais perigosos ou não recicláveis.

A principal inovação destas novas baterias é fazer depender a capacidade de armazenamento de energia a partir do ânodo, em vez do tradicional cátodo, através do eletrólito sólido de vidro, que permite a utilização de um ânodo construído em metais alcalinos sem a formação dos chamados “dendritos”, e que são quem provoca os curto-circuitos internos. Resultado, será uma bateria mais segura, tem até três vezes mais capacidade de armazenamento, é mais leve e mais barata, podendo, ainda, ser usada em maiores amplitudes térmicas.

“E vai poder armazenar com mais eficácia as energias do sol e do vento, para ser usado quando eles forem precisos. E ela ainda não quer que se diga, mas também já estamos a estudar baterias que se autocarregam”, avisou Goodenough, dirigindo-se à plateia com a intenção, sobretudo, de exortar os estudantes e os engenheiros a “não terem medo de pensar e de experimentar”. É, afinal, o que o eterno candidato ao Nobel tem passado a vida a fazer. E a única certeza que ele deixou na palestra em que participou na FEUP é que será preciso até cinco anos, no máximo, para a venda desta nova geração de baterias já estar no mercado. Não diz quem as fabricará, nem em que país. Porque há muitos contactos com indústrias e marcas de vários pontos do globo. “Fomos contactados por mais de 60 empresas”, admitiu Helena Braga. “mas pode escrever o que eu digo. Daqui a cinco anos, já terá muitas dessas baterias no mercado. E daqui a 20, sabemos lá onde estaremos!”

O lugar de Portugal
Mas o que falta, afinal, para que essas baterias comecem a ser vendidas? A tecnologia está descoberta, investigada, prototipada. A indústria, como demonstrou a Efacec e a CaetanoBus, também presentes na palestra, aguardam, ora com serenidade, ora com impaciência, que o mercado se defina. Tiago Ramos, membro da equipa de desenvolvimento da mobilidade eléctrica da Caetano Bus, lembra que houve alturas em que tiveram de mudar de tecnologia três vezes no mesmo ano. A Efacec, a empresa que há menos de dois meses inaugurou uma nova unidade de mobilidade eléctrica e foi directamente desafiada a abraçar o projecto, esclareceu que não constrói baterias. O seu negócio é “desenvolver tecnologia que as carregue rapidamente”, lembrou Nuno Silva, director de tecnologia e Inovação do grupo Efacec.

O que temos, então, é um pequeno grande hiato. Por um lado, existe um modelo cientifico, que foi pesquisado e prototipado. Por outro, temos a indústria a tentar antecipar como as coisas vão evoluir, e de que lado avançaram mais rápido ou com maior fiabilidade. “Estar sempre a mudar de tecnologia não é interessante para ninguém”, sintetiza.

Porque não podem ser os próprios investigadores, a universidade a fazer esse trabalho? “Nós fizemos o nosso. O que os compete é ter estabilizado e desenvolvido o que é e como deve ser cada célula de uma bateria. Mas falta quem construa a bateria propriamente dita. Tem que ser a indústria a fazer esse scale up [subida de nível]", responde Helena Braga. John Goodenough é o que parece mais certo de todos: “Não se preocupem. Não vai ser preciso sequer cinco anos, para começarmos a ver essas baterias a ser construídas e vendidas, um pouco por todo o lado”, assegura. Só não diz quem será o primeiro - porque não pode, e porque não quer.


https://www.publico.pt/2018/04/09/economia/noticia/as-novas-baterias-de-litio-estarao-a-venda-daqui-a-cinco-anos-1809409

Sem querer, criámos uma bolha protetora à volta da Terra

A NASA detetou uma “bolha” maciça, criada pelos seres humanos, no espaço em volta da Terra. Essa barreira tem um efeito no clima espacial que vai muito além da atmosfera do nosso planeta – o que significa que não estamos apenas a mudar a Terra, mas o espaço também.

Há algum tempo que os cientistas acreditam que deveria há uma nova era geológica, que criou uma bolha protetora provocada pela humanidade. O estudo foi publicado em 2017 na revista Science Space Reviews, mas só agora os cientistas confirmaram que se trata de uma barreira criada pelo Homem.

A boa notícia é que, ao contrário da nossa influência no próprio planeta, a bolha que criamos no espaço é benéfica para nós.

Em 2012, a NASA lançou duas sondas espaciais para observar a cintura de Van Allen. O nosso planeta é cercado por dois desses cinturões de radiação (e um terceiro temporário): o interno estende-se por 640 a 9.600 quilómetros da Terra, enquanto o externo se encontra a uma distância de 13.500 a 58.000 quilómetros.

No ano passado, as sondas detetaram algo estranho enquanto monitorizavam a atividade das partículas carregadas presas no campo magnético da Terra: essas descargas solares perigosas estavam a ser mantidas à distância por algum tipo de barreira de baixa frequência.

Quando os cientistas investigaram mais a fundo, descobriram que essa barreira esteve a afastar ativamente os cinturões de Van Allen da Terra nas últimas décadas, e que as correntes de radiação estavam realmente mais distantes de nós do que nos anos 1960.

Esta barreira era formada por um certo tipo de comunicação de rádio de frequência ultrabaixa (VLF) – sinal que se tornou muito mais comum agora do que nos anos 1960, e que pode influenciar como e onde certas partículas no espaço se movem.

Por outras palavras, graças ao VLF, temos agora um clima espacial antropogénico, ou seja, criado pelo homem.

“Várias experiências e observações permitiram descobrir que, sob as condições certas, os sinais de comunicação de rádio na faixa VLF podem de facto afetar as propriedades do ambiente de radiação de alta energia ao redor da Terra”, disse Phil Erickson, investigador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA.

Os sinais de VLF não têm grande papel na nossa vida quotidiana, mas são um dos pilares de muitas operações científicas, militares e de engenharia.

As frequências entre 3 e 30 kHz são demasiado fracas para transmissão de áudio, mas são perfeitas para transmitir mensagens codificadas através de longas distâncias ou águas profundas.

Um dos usos mais comuns desses sinais é para comunicação em submarinos, por exemplo. Como os seus grandes comprimentos de onda podem difundir-se através de grandes obstáculos, como montanhas, também são usados para fazer transmissões em terrenos acidentados.

Não é esperado que tais sinais possam chegar a qualquer lugar além da Terra, mas estão a “fugir” para o espaço ao redor do nosso planeta – e em quantidade suficiente para formar uma gigantesca bolha protetora.

Quando os cientistas da NASA compararam a localização da bolha de VLF com os limites dos cinturões de radiação, inicialmente pensaram que era apenas uma coincidência interessante o facto de a extensão externa da bolha corresponder quase exatamente à borda interna dos cinturões.

Uma vez que perceberam que os sinais de VLF podiam influenciar o movimento das partículas carregadas dentro desses cinturões de radiação, concluíram que essa barreira criada sem querer pelo homem estava progressivamente a empurrá-los para longe.

Embora a bolha protetora não intencional seja provavelmente a melhor influência que já tivemos no espaço, certamente não é a única – temos deixado a nossa marca no espaço desde o século XIX e particularmente nos últimos 50 anos, graças aos testes com explosões nucleares.

Essas explosões criaram cinturões de radiação artificiais perto da Terra que já resultaram em grandes danos a vários satélites. Outros impactos antropogénicos no ambiente espacial incluem experiências químicas e o aquecimento da ionosfera por ondas de alta frequência.


https://zap.aeiou.pt/bolha-protetora-terra-198377

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Começa a ganhar forma a camisola à prova de câmaras térmicas

Investigadores chineses defendem que é possível replicar a forma como o pelo do urso polar lhe garante aquecimento num wearable. O equipamento pode ainda ser usado para esconder objetos do alcance de câmaras térmicas.

Uma equipa de investigadores chineses olhou para a forma como o pelo do urso polar é constituído para desenvolver uma camisola que mantenha o calor e que seja à prova de câmaras de infravermelhos. O pelo do urso permite manter uma camada de ar entre o exterior e a primeira camada de gordura, mantendo o animal quente, mesmo depois de ter nadado em águas gélidas.A forma como o pelo do urso é mantido permite que, qualquer objeto colocado nessa câmara de ar, passe despercebido aos olhos de câmaras térmicas ou de IR, explica o ArsTechnica.

Estes investigadores perceberam o conceito e usaram seda purificada e dissolvida em líquido para o replicar. A solução foi colocada num anel e arrefecida para assumir uma estrutura porosa. Nesta fase, o equipamento conseguido ainda é cerca de mil vezes mais fraco do que as fibras de roupas “normais”. No entanto, a característica invulgar é que este material pode ser usado para criar, por exemplo, um escudo contra as câmaras IR. Nos testes, os investigadores conseguiram ocultar quase completamente um coelho.

Os cientistas não divulgaram as conclusões sobre a capacidade de isolamento térmico do material quando está molhado, pelo que se prevê que os resultados não tenham sido positivos.

Por fim, os investigadores explicam ainda que foi possível ligar esta camada de tecido à corrente e conseguir manter o calor. Esta equipa diz que metade das necessidades energéticas de uma casa é usada para manter uma temperatura que o corpo considere agradável. Assim, encontrar um material que nos aqueça ou que possa ser aquecido, pode conduzir a poupanças energéticas significativas.

http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/ciencia/2018-04-05-Comeca-a-ganhar-forma-a-camisola-a-prova-de-camaras-termicas

quarta-feira, 2 de maio de 2018

UE dá bolsa para mentora do transístor de papel criar laboratório em Portugal

Elvira Fortunato garantiu uma bolsa de 3,5 milhões de euros para a criação de um laboratório focado no desenvolvimento de uma nova geração de circuitos integrados

Elvira Fortunato já havia ganho em 2008 um primeiro prémio de 2,5 milhões de euros do Conselho Europeu de Investigação (ERC) pelo trabalho levado a cabo na área da eletrónica transparente. Passados 10 anos, o mesmo organismo criado pela Comissão Europeia para apoiar a inovação e a ciência volta a distinguir a professora da Universidade Nova de Lisboa que dirige o Centro de Investigação de Materiais do Laboratório Associado (i3N) e que fica para a história como a mentora dos primeiros transístores de papel. Desta vez, o apoio do ERC está avaliado em 3,5 milhões de euros e tem em vista o financiamento de um novo laboratório.

De acordo com o Diário de Notícias que cita um comunicado sobre a atribuição da bolsa, o valor agora garantido pela investigadora que dirige o i3N será aplicado num projeto denominado "Multifunctional Digital Materials Platform for Smart Integrated Applications" (DIGISMAT). O futuro DIGISMAT tem uma missão ambiciosa: desenvolver uma nova geração de de circuitos integrados e componentes de eletrónica, que não recorrem ao silício. Além de matérias amigas do ambiente, a equipa liderada por Elvira Fortunato deverá investigar as propriedades dos diferentes materiais à nanoescala, bem como a criação de dispositivos capazes de executar mais do que uma função.

Nos últimos anos, os investigadores do i3N têm vindo a expandir o conceito iniciado com os transístores de papel a outros componentes que permitem criar todo um circuito eletrónico sem usar silício. O painel solar de papel foi a mais recente inovação a ser conhecida nesta matéria.


Desta vez, os trabalhos da líder do i3N deverão incidir no desenvolvimento de tecnologias que possam adaptar-se a diferentes funções, sem descurar a ecologia.

«Com esta segunda bolsa irá ser instalado um laboratório de nano caracterização avançada, que esperamos vir também a ser uma referência internacional», promete Elvira Fortunato em comunicado.

http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/mercados/2018-04-04-UE-da-bolsa-para-mentora-do-transistor-de-papel-criar-laboratorio-em-Portugal

Companhia portuguesa vai receber um Airbus A380 em 2018

A companhia aérea portuguesa Hi Fly anunciou, esta quinta-feira, que vai receber, "em meados de 2018", o maior avião de passageiros do mundo, o Airbus A380.

Segundo a revista "Forbes", o avião que a Hi Fly vai operar é um dos primeiros A380 entregues à Singapore Airlines, que o vai substituir por um modelo mais recente e eficiente. A mesma revista indica que a empresa portuguesa irá receber um segundo A380.

O avião de dois andares será dotado de motores Rolls Royce Trent 900 e terá uma capacidade para 471 passageiros distribuídos por três classes. O piso inferior será todo dedicado à classe económica, transportando um total de 399 passageiros, enquanto o piso superior terá lugares de classe executiva e primeira classe, suportando 60 e 12 passageiros, refere a empresa em comunicado.

A Hi Fly é uma transportadora Europeia, certificada pela EASA (Agência Europeia de Segurança na Aviação), IOSA (organismo da Associação Internacional do Transporte Aéreo) e aprovada pela FAA (Agência Federal de Aviação dos EUA) que opera uma frota de 15 aviões Airbus de grande porte, maioritariamente A330 e A340, em regime de Wet Lease (fornecimento de aviões com tripulação, manutenção e seguros) a nível mundial.

https://www.jn.pt/economia/interior/companhia-portuguesa-vai-receber-um-airbus-a380-em-2018-9237160.html

terça-feira, 1 de maio de 2018

Há mais de 1.000 “multas da Uber”. Menos de 10% foram pagas

Os motoristas da Uber, Cabify e Taxify aguardam a aprovação da lei que regula a sua atividade. Entretanto, a PSP já conta 1.110 multas por falta de licença, das quais 103 terão sido pagas.

As empresas e motoristas que trabalham ao serviço de plataformas como Uber, Cabify e Taxify já foram alvo de 1.110 multas relativas a infrações à lei que regula a atividade dos transportes em táxi, de acordo com dados da PSP, obtidos pelo ECO. A grande maioria destas multas foi passada em Lisboa, seguindo-se as cidades de Porto e Faro. Mais de uma centena não chegaram ao IMT, o que indica que terão sido pagas voluntariamente pelas plataformas, numa altura em que a lei que deverá regular o setor se encontra a caminho de Belém.

Entre os autos de contraordenação elaborados pela PSP relativos a infrações à lei de 21 de novembro, que regulamenta o acesso à atividade e ao mercado dos transportes em táxi e define as coimas a aplicar aos motoristas que transportem passageiros sem alvará — num total de 1.110 –, e aqueles remetidos pela mesma autoridade ao IMT, nota-se uma diferença de 103.

“Os [Autos de Notícia por Contraordenação] não enviados ao IMT correspondem, em princípio, a situações em que houve o pagamento voluntário da coima”, explicou ao ECO fonte oficial da PSP. Ou seja, menos de 10% das multas aplicadas foram efetivamente liquidadas por parte das empresas parceiras e dos motoristas.

https://eco.pt/2018/04/05/ha-mais-de-1-000-multas-da-uber-menos-de-10-foram-pagas/

Estas ilhas são mais baratas do que um T2 em Lisboa

Praias paradisíacas, areais brancos, vistas para montanhas e, mais importante que tudo, sem vizinhos. E não, não estamos a falar de lugares assombrados.

Comprar um apartamento em Lisboa está cada vez mais caro, principalmente se sempre sonhou morar no centro histórico. Segundo os dados mais recentes, um metro quadrado nas freguesias de Misericórdia, Santa Maria Maria Maior e São Vicente custa, em média, 4.500€. Contas feitas, um apartamento de 90 metros quadrados pode custar algo como 403 mil euros, e o melhor é nem pensarmos no estado destas casas.

E se lhe disséssemos que existem ilhas à venda, a fazer lembrar os cenários de “A Lagoa Azul“, que custam menos do que um apartamento de três assoalhadas no centro da cidade? Depois de uma breve pesquisa, a NiT encontrou seis ilhas no meio do nada, sem carros e sem vizinhos chatos, barulhentos e metediços. Em vez disso há palmeiras, praias de areia branca e lagoas cristalinas.

No Canadá, há uma pequena ilha com dois hectares no Lago Charlotte que tem uma casa totalmente equipada, com energia solar que aquece a água e fornece eletricidade. Lá fora, há árvores que nunca mais acabam e até uma pequena praia onde pode pescar ou apanhar banhos de sol.

No Belize, na região das Caraíbas, pode comprar parte de uma ilha com um resort onde não precisa de se preocupar com mais nada. A manutenção do espaço está totalmente incluída, e tudo isto, por 306 mil euros.

https://nit.pt/out-of-town/viagens/estas-ilhas-sao-mais-baratas-do-que-um-t2-em-lisboa