sábado, 7 de abril de 2018

FMI. Portugal deve olhar mais para Espanha e ver como melhorar

“Deviam olhar para Espanha e ver o que eles fizeram e que ainda não foi feito aqui, ver o que podem aprender para crescer acima de 3%”, recomenda Jeffrey Franks, do FMI.

A zona euro tem um problema de convergência – há países que crescem consistentemente mais do que outros há anos e que aguentaram melhor as crises, mas a culpa não é do euro, afirma Jeffrey Franks, diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a União Europeia.

Uma das razões que ajudam a explicar esse afastamento entre as economias que partilham a mesma moeda está na capacidade de fazer reformas estruturais. Especialmente na capacidade de as fazer nos tempos bons em vez de, como tem acontecido, sob a pressão dos tempos maus, como na última grande recessão. Franks não foi mais longe e deu o bom exemplo de Espanha, que contrapôs com o de Portugal.

https://www.dinheirovivo.pt/economia/fmi-portugal-deve-olhar-mais-para-espanha-e-ver-como-melhorar/

Facebook confirma que lê as conversas e controla fotografias partilhadas no Messenger

A rede social Facebook confirmou que lê as conversas e controla as fotografias e hiperligações partilhadas entre utilizadores através da plataforma de troca de mensagens Messenger. O objetivo, diz a empresa, é garantir o cumprimento das políticas da rede social e impedir abusos.
Facebook confirma que lê as conversas e controla fotografias partilhadas no Messenger
Debaixo de fogo, os responsáveis pela rede social Facebook continuam a revelar pormenores da forma como tratam os dados dos utilizadores. Esta quarta-feira, a empresa confirmou que controla as conversas numa das plataformas da marca Facebook, o Messenger, usado para conversas entre utilizadores da rede social.

A empresa verifica as hiperligações partilhadas nas conversas privadas e lê o conteúdo das mensagens quando estas são sinalizadas aos moderadores. O objetivo, diz a empresa, é garantir que o conteúdo dentro desta plataforma cumpre também as regras. Caso isso não se verifique, as mensagens são bloqueadas ou eliminadas.

A confirmação desta prática surge depois de o cofundador e presidente da empresa, Mark Zuckerberg, revelar numa entrevista, no início desta semana, que teve conhecimento do conteúdo de algumas mensagens na Birmânia.

Zuckerberg explicava a necessidade de a empresa se adaptar à dimensão global que hoje tem. E dava o exemplo da atenção dada à Birmânia. “Um sábado de manhã, recebi um telefonema”, diz o CEO. “Detetámos que as pessoas estavam a tentar espalhar mensagens sensacionalistas — neste caso através do Facebook Messenger — para cada lado do conflito, basicamente, dizendo aos muçulmanos ‘olhem, está prestes a acontecer uma revolução budista, por isso garantam que estão armados e vão para sítio tal’. E depois a mesma coisa do outro lado”, explicou Zuckerberg.

Então, os sistemas da empresa “detetaram o que se estava a passar” e o Facebook “travou essas mensagens”, contou.

Recorde-se que a Birmânia, de maioria budista, é acusada pelas Nações Unidas de limpeza étnica da minoria muçulmana rohingya no oeste do país. Cerca de 700 mil rohingya fugiram para o Bangladesh para escapar a ataques do exército birmanês.

Estas afirmações levantaram dúvidas sobre a forma como o Facebook soube do conteúdo das mensagens. À Bloomberg, a rede social diz que apesar de as mensagens no Messenger serem privadas, o Facebook controla-as, usando as mesmas ferramentas que usa na rede social para prevenir abuso. Diz a empresa que todo o conteúdo, mesmo o que está nas conversas ‘privadas’ da plataforma Messenger, tem de seguir as “políticas da comunidade”.

A empresa garante, porém, que não usa os dados recolhidos no controlo das mensagens para publicidade.

Como as publicações feitas na rede social Facebook, as mensagens podem ser denunciadas pelos utilizadores caso violem as políticas da empresa. Nesse caso, o conteúdo será revisto pela equipa de “operações de comunidade” do Facebook. Porém, a verificação pode ser também feita por ferramentas automáticas.

Citada pela Bloomberg, uma porta-voz da plataforma de mensagens dá o exemplo: “No Messenger, quando envias uma fotografia, os sistemas automáticos rastreiam-na, usando tecnologia para comparar fotografias, para desatar imagens conhecidas de exploração infantil, ou, quando envias uma ligação, verificamos se tem ‘malware’ ou vírus”. Estes processos, continua o comunicado, servem para “travar rapidamente comportamentos abusivos na plataforma”.

À Business Insider, também uma porta-voz do Messenger, não identificada, afirma que as imagens não são controladas por humanos.

O Facebook tem no portefólio um outro gigante de troca de mensagens — o WhatsApp. Porém, no caso desta aplicação, as comunicações são encriptadas nos dois lados da conversa, fazendo com que nem a empresa, nem os governos ou autoridades policiais tenham acesso ao conteúdo partilhado (facto que também tem levantado algumas questões junto das autoridades).

O Messenger, que anteriormente estava integrado como funcionalidade da rede social Facebook, também permite encriptar, isto é, proteger, o conteúdo das mensagens; todavia, essa camada de segurança adicional tem de ser ativada manualmente pelo utilizador, função que se desliga automaticamente ao fim de um período pré-programado de tempo.

A rede social Facebook tem estado no centro de uma vasta polémica internacional com a empresa Cambridge Analytica, acusada de ter recuperado dados de milhões de utilizadores da rede social, sem o seu consentimento, para elaborar um programa informático destinado a influenciar o voto dos eleitores, favorecendo a campanha de Donald Trump.

O Facebook já anunciou que pretende lançar medidas para dar mais privacidade aos utilizadores, afirmando que "percebeu claramente" que as ferramentas disponíveis "são difíceis" de encontrar e que "tem de fazer mais" para informar os utilizadores da rede social.

https://24.sapo.pt/tecnologia/artigos/facebook-confirma-que-le-as-conversas-e-controla-fotografias-partilhadas-no-messenger

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Sextas-feiras negras no Serviço Nacional de Saúde

Os médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão vestir de luto, a partir das próximas sextas-feiras, como forma de mostrar aos doentes que não podem fazer mais para salvar um sistema que está moribundo. Uma iniciativa para “salvar o SNS”, alegam.

O protesto nasceu há pouco mais de um mês e a partir de hoje é alargado a todas as sextas-feiras. A ideia é que os médicos de hospitais e centros de saúde do SNS vistam uma peça de roupa negra ou usem um crachá com o lema da iniciativa – “SNS in Black” -, para mostrarem o seu descontentamento e preocupação.

Este movimento informal de médicos já recebeu o apoio público do bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães. O pneumologista Filipe Froes, um dos organizadores do protesto, explica na TSF que a iniciativa “pretende salvar o SNS”, sem por em causa “as condições de acesso e de tratamento ao doente”.

Os profissionais do sector debatem-se diariamente com a falta de meios humanos e físicos, como salienta Filipe Froes. E estão preocupados com o “estado actual de destruição e de agonia do SNS”, como diz o médico, frisando que “se isto continuar”, ainda será “mais prejudicial para os doentes”.

O bastonário da Ordem dos Médicos destaca, também na TSF, que com esta medida os médicos poderão “explicar pessoalmente” aos doentes “o que está mal no SNS e o que é preciso melhorar”.

Trata-se de “um protesto em favor dos doentes, em favor de manter o SNS e a sua capacidade de resposta que tem que ser universal, equitativa e tendencialmente gratuita”, refere ainda Miguel Guimarães.

“Sub-financiamento crónico do SNS”
No Fórum TSF, que debateu esta questão, Miguel Guimarães falou do “sub-financiamento crónico do SNS”, lamentando que “os governantes decidiram que a saúde dos portugueses vale 5,2% do PIB e em termos de SNS vale apenas 4,8% do PIB, quando a média dos países valoriza a saúde em cerca de 6,5% do PIB”.

“Não é aceitável que o Governo português continue a desvalorizar a saúde das pessoas”, conclui o bastonário.

“A maioria dos hospitais e muitos centros de saúde têm neste momento condições de trabalho que não são as ideais para doentes e profissionais de saúde e podem resultar na diminuição da segurança clínica“, acrescentou Miguel Guimarães em entrevista à RTP, onde lamentou que o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, “não tem defendido a saúde como é a sua obrigação”.

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, lamentou no Fórum TSF que “o SNS está sub-financiado há muitos anos”, que “faltam 30 mil enfermeiros” e “falta material”.

Já durante um debate organizado pela consultora FDC em torno da pergunta “E se o SNS acabar?”, realizado nesta quinta-feira, 5 de Abril, Ana Rita Cavaco tinha lamentado que falta dinheiro e faltam camas nos hospitais do SNS.

A bastonária lamentou ainda, neste debate, que o país funciona por “castas profissionais”, permitindo que um médico recuse um lugar (no interior do país, por exemplo), a desumanização, a falta de material, de lençóis ou cobertores, de medicamentos também. “Mas para os bancos há sempre dinheiro”, disse.

SNS assegura grande parte dos cuidados de saúde
De acordo com os indicadores do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao período 2006-2016, divulgados nesta sexta-feira, a propósito do Dia Mundial da Saúde que se assinala a 7 de Abril, em 2016 foram realizados cerca de 7,7 milhões de atendimentos nos serviços de urgência dos hospitais, com um aumento de 5,4% face ao ano anterior.

A predominância foi para os atendimentos nos hospitais públicos ou em parceria público-privada, com 84,2% dos atendimentos em serviços de urgência.

Ao longo dos 10 anos em análise, “os hospitais privados ganharam importância na prestação destes cuidados, com um valor (1,2 milhões de atendimentos) que duplica o de 2006 (cerca de 600 mil atendimentos)”, refere o INE citado pela Lusa.

Os dados indicam que nos hospitais portugueses, em 2016, foram realizadas aproximadamente 1,1 milhões de cirurgias, das quais 178 mil pequenas cirurgias. Cerca de 73% das operações (excepto pequenas cirurgias) foram realizadas em hospitais públicos ou em parceria público-privada, das quais 85% foram programadas.

Em 2016, foram realizadas cerca de 19,4 milhões de consultas médicas na unidade de consulta externa dos hospitais, das quais 66% foram asseguradas por hospitais públicos ou em parceria público-privada (67,6% no ano anterior).

Em 2016, os hospitais privados foram responsáveis por 34% do total de consultas (mais 484 mil consultas face ao ano anterior, o que representa 90,7% do aumento total de consultas).

https://zap.aeiou.pt/sextas-feiras-negras-arrancam-no-sns-198206

Há ambulâncias do INEM paradas devido à nova cor

A caracterização das novas ambulâncias do INEM é ilegal e o IMT está a rejeitar licenças de transporte de doentes. Há 14 ambulâncias paradas.

São 14 as ambulâncias de emergência médica que estão paradas devido à nova cor e identificação, que não estão legalmente regulamentadas.

Segundo o Jornal de Notícias, os novos veículos – vermelhos na traseira e com a identificação da corporação a que pertencem – estão a chumbar na hora da emissão da licença de transporte de doentes pelo Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT), o último passo antes de poderem circular legalmente.

Estas viaturas não podem circular de forma legal e em causa está a sua nova caracterização, que a entidade recusa. Uma situação que para a Liga de Bombeiros Portugueses é “caricata” mas também “irresponsável“.

Jaime Marta Soes, presidente da Liga, disse ao jornal que o IMT será responsabilizado caso alguém fique sem socorro devido à falta de meios. Por outro lado, o IMT limita-se a afirmar que esta situação “decorre do enquadramento legal vigente” e que está a trabalhar com o INEM “num mecanismo que permita ultrapassar estes constrangimentos”.

O INEM pediu à tutela, em dezembro, a alteração do Regulamento de Transportes de Doentes (no qual define a sua caracterização), mas o despacho ainda não foi publicado.

“A caracterização das ambulâncias é um requisito que não deve impedir, por si só, a emissão de licença de transporte de doentes”, considera o INEM, assegurando que já alertou o IMT do “evidente interesse público em que as novas ambulâncias entrem ao serviço o mais rapidamente possível”.

Perante esta situação, há corporações que garantem, porem, que na próxima segunda-feira os veículos vão para a rua “com ou sem papel”, porque não vão recusar socorro a quem precisa.

https://zap.aeiou.pt/ambulancia-inem-paradas-nova-cor-198012

quinta-feira, 5 de abril de 2018

“Vingança contra o Governo”. Polícias passaram menos de metade das multas em 2017

O boicote dos polícias fez cair para metade as multas de trânsito, numa redução de 55% das coimas em 2017. Lisboa, Porto, Setúbal e Faro estão entre os 10 distritos com mais multas.

Em 2017, a PSP, GNR e entidades municipais ou concessionários passaram menos 5,4 milhões de multas de trânsito comparativamente a 2016, segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), avançados ao Jornal de Notícias pelo Ministério da Administração Interna (MAI).

A diminuição de multas de trânsito de 9 784 913 para 4 393 257 não é explicada pelo MAI, mas os representantes associativos da PSP e da GNR adiantam que um dos motivos foi a “postura mais compreensiva” dos agentes – a resposta “olho por olho, dente por dente” à não satisfação das reivindicações “remuneratórias e de condições de trabalho” por parte do Governo.

Paulo Rodrigues, da Associação dos Profissionais da Polícia, diz ao JN que estes números se justificam devido à insatisfação dos polícias. “É normal algum facilitismo no trânsito”, explica. Já da parte da GNR, César Nogueira, refere que “o desânimo dos guardas reflete-se nas multas que passam ou não”.

Os sindicalistas admitem assim a possibilidade de uma espécie de boicote às multas, sublinhando que muitos agentes da autoridade estão a avisar os condutores antes de estacionarem num local proibido, por exemplo, ao invés de esperar que o condutor estacione para depois o multar.

Na origem da diminuição do número de multas não está uma melhoria na condução. Esta é a opinião de José Manuel Trigoso, da Prevenção Rodoviária Portuguesa, que adianta que “em 2017 houve um aumento do número de acidentes e de vítimas mortais, bem como dos feridos graves e ligeiros”.

“Só pode ser fruto de uma menor intensidade da fiscalização e isso é muito perigoso, porque traz consequências. Todos os estudos dizem que um afrouxar da fiscalização provoca um aumento da sinistralidade”, diz José Manuel Trigoso.

Além disso, os sindicalistas acreditam que outra das explicações pode dever-se ao facto de existirem menos guardas, havendo, por isso, menos fiscalização.

De acordo com os números avançados pelo MAI ao jornal, as multas passadas no ano passado terão rendido 27,3 milhões de euros. Menos multas irá resultar em menos rendimento aos cofres do Estado e instituições: menos 2,5 milhões em 2017, comparativamente com 2016.

https://zap.aeiou.pt/menos-multas-vinganca-governo-194256

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Demasiado tempo no telemóvel? Cinco truques para resistir ao vício

Há truques usados para manipular e prender os utilizadores. Aprenda a resistir-lhes

Sente que passa demasiado tempo no telemóvel? É-lhe difícil resistir às notificações? Há algumas "pequenas mudanças" que pode fazer para conviver melhor e de forma mais consciente com telemóveis e outros aparelhos, diz o Centro para Tecnologia Humanizada.

Este centro norte-americano foi fundado por Tristan Harris, que trabalhou como conselheiro ético da Google, depois de publicar um memorando sobre as obrigações éticas da empresa em relação à forma como impacta os pensamento e ações dos milhões de utilizadores que usam os seus produtos.

Convertido em ativista, Harris faz agora campanha por um design ético dos produtos tecnológicos, alertando para os truques usados para manipular os utilizadores, nomeadamente para nos manter mais tempo agarrados aos aparelhos, já que em muitos casos estes gigantes dependem da atenção dos consumidores para ganhar dinheiro - já que o vendem é publicidade.

Vício da internet já atinge 25% dos jovens

Aqui ficam cinco dicas que servem para "desligar" alguns truques usados para nos manter colados aos ecrãs:

Desligue os sinais visuais de notificações

Tem dificuldade a resistir abrir uma aplicação quando repara que tem uma, dez ou 30 mensagens por ler? Acontece no e-mail, mensagens, nas atualizações das aplicações. E servem exatamente para nos chamar a atenção. Uma solução é desligar tudo isso nas "definições". Basta ir a "notificações" e não selecionar a opção "emblemas".

Preto e branco

A cor nos ecrãs dos telemóveis e outros aparelhos estimula os cérebros. O que acontece se puser o ecrã a preto e branco? Experimente. No iPhone, por exemplo, basta ir às Definições, Geral, Acessibilidade, Atalho de Acessibilidade (no final de tudo) e selecionar Filtros de Cor. Fazer isto permite alternar entre o modo cor e o modo preto e branco com três toques seguidos no botão principal.

Carregue o telemóvel fora do quarto

Se utiliza o telemóvel como despertador mas tem tendência a ficar agarrado a ele ainda antes de sair da cama, experimente pôr o aparelho a carregar fora do quarto.

Aplicações de media sociais fora da primeira página

Mantenha as aplicações utilitárias - como os mapas, camâra, relógio - na primeira página e atire as dos media sociais (ou aquelas em que nota que perde mais tempo) para a segunda, ou para dentro de pastas.

Desligue a reprodução automática de vídeos

Foi ver um vídeo, mas acabou a ver 20 graças à reprodução automática? Desligue esta opção em plataformas como o YouTube para controlar melhor o que vê.

https://www.dn.pt/sociedade/interior/demasiado-tempo-no-telemovel-cinco-truques-para-resistir-ao-vicio-9159331.html

Espanha tem plano para reduzir caudais. Rios portugueses em risco

Espanha está a avançar com a revisão dos Planos Especiais de Seca para as suas bacias hidrográficas. Uma das hipóteses em cima da mesa afeta Portugal.

Espanha está a realizar uma revisão dos Planos Especiais de Seca para as suas bacias hidrográficas, que, entre muitos pontos, prevê a redução dos caudais mínimos ecológicos e a deterioração temporária da qualidade da água em situações de seca prolongada.

Embora estes planos sejam para aplicar no país vizinho, os especialistas alertam que os efeitos se farão sentir em território nacional, tanto no que diz respeito à quantidade como à qualidade da água disponível.

No Plano Especial de Secas do Tejo, citado pelo Jornal de Notícias, pode ler-se que o objetivo desta revisão é “evitar ou minimizar os efeitos negativos da seca sobre o estado das massas de água, fazendo com que as situações de deterioração temporária das massas e caudais mínimos ecológicos menos exigentes estejam associados exclusivamente a situações naturais de seca prolongada”.


Baseando-se em indicadores sobre os níveis de precipitação, foi publicado um decreto que define e diferencia seca prolongada de escassez conjuntural.

De acordo com a informação que consta neste novo documento, uma unidade territorial espanhola só estará em seca prolongada quando atingir o limiar de 0,30. Quando esses 0,30 forem atingidos, a unidade poderá reduzir em 50% os caudais mínimos.

Luís Alegre, coordenador do grupo da Quercus dedicado à água, lembra ao JN que os planos de seca “podem vir a levar a uma diminuição da quantidade e qualidade”, já que em Portugal não há capacidade de monitorização de caudais.

O secretário de Estado do Ambiente assegura que o Governo tem a mesma preocupação. Contudo, realça quer o “bom relacionamento” quer o “bom nível de cumprimento em dez anos de aplicação da Convenção de Albufeira“.

A Convenção estabelece que Espanha é obrigada a cumprir os caudais mínimos, exceptuando que se for acionado o regime de excepção para situações de seca.

Inclusivamente, em novembro do ano passado, o ministro do Ambiente garantiu que Espanha estava a cumprir a Convenção de Albufeira, depois de a ZERO ter defendido a revisão e melhoria da Convenção, alertando que Espanha não tinha assegurado todos os caudais acordados para o Douro, Tejo e Guadiana.

https://zap.aeiou.pt/espanha-reduzir-caudais-rios-194087